Isso precisa acabar

Um mês e meio atrás, às vésperas dos 50 anos da ditadura militar, meu primo, Pastor Diogo Da Hora escreveu o seguinte:

Em uma política de violência, medo e repressão, todos são vítimas. O resultado é um Estado que age pela repressão e não pela conscientização, adotando métodos ilegais e desumanos, que leva seus cidadãos a se tornarem terroristas e guerrilheiros contra a própria instituição que os representa, gerando uma guerra onde quem perde tudo são os civis, que deveriam ser defendidos pelas instâncias em guerra. A graça de Deus nos ensina a encerrar em nós o ciclo da violência em prol do próximo, mesmo que seja injustiça contra nós (Mt 5.38-42). A solução da violência, do medo e da repressão é o oposto àquele que Jesus veio ensinar na terra.

Que guerra burra e desnecessária. Os chamados justiceiros estavam sendo aplaudidos pela sociedade, a imprensa estava criticando o governo e em certos momentos apoiando estes justiceiros. Amarrar e espancar ladrões, pendurar político no poste, devastar prédios públicos e a população se armar passou a ser normal.

Voltou a se tornar comum a frase: “bandido bom, é bandido morto”. Por mais indignados que estejamos seriam corretas estas atitudes em nome da justiça? Buscar a justiça dentro de uma injustiça causada pelo nosso governo não é direito nosso?

biblia diz: “bem aventurados aqueles que tem fome e sede de justiça”, mas também afirma que vingança pertence a Deus. Então como reagir diante desse caos humanitário?

Acredito que Paulo nos dá uma boa resposta quando ele fala na carta ao romanos no capítulo 12 verso 21: “Não te deixes vencer do mal mas vençam o mal com bem”. Somos obrigados como cristãos a encerrar esse ciclo de violência. Amar é o maior do mandamentos, devemos buscar o dom perfeito do amor, sermos altruístas, buscarmos a justiça através da paz, com ações de misericórdia, dar o pão da vida as pessoas, viver como o Jesus de Nazaré, se compadecendo dos perdidos.

Jesus sabia e conhecia a vida que o ladrão da cruz teve, porém, não quis condená-lo, preferiu amá-lo deixando-o morrer na cruz como resposta a seus crimes, mas o livrando da condenação eterna.

Infelizmente, só paramos para pensar nisso quando uma inocente morre, acusada injustamente, confundida com outra pessoa. Nenhuma das duas mulheres mereciam morrer muito menos a inocente. Uma família em luto no Guarujá, e uma sociedade em luto pela sua pátria que dia-a-dia morre por ela mesma.

Ora o governo mata, ora a polícia mata, ora o povo mata e assim caminha a humanidade em um mundo corrupto, onde somente um cristianismo verdadeiro é a solução.

Tiago Vercelino é ministro de Educação Cristã, pastor de adolescentes e QA’s na IBBR.
Escreve para o blog toda quarta-feira. 

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