2013 setembro

Retiro IBBR – Sozinhos nunca, independentes jamais

Posted by | Novidades | One Comment
Retiro IBBR 2013

Retiro IBBR 2013

Nos dias 20, 21 e 22 de setembro, membros e visitantes da Igreja Batista de Bom Retiro se reuniram no Hotel Stivelmann para um momento de comunhão, crescimento e adoração com o tema: Sozinhos nunca, Independentes jamais.

Com a participação de aproximadamente 150 pessoas, Deus surpreendeu com os seus feitos nesse final de semana. O preletor, pastor Tércio Evangelista, ministrou sobre espiritualidade, restauração, desapego material e ações de justiça e finalizou domingo na celebração da noite: Proibida a entrada de pessoas perfeitas.

Acreditamos que vivemos um momento muito especial. Queremos buscar o amor perfeito de Deus e não deixá-lo parado em nós. Que o amor flua. Sem dobras, sem medo.

O pastor Osmar V. Gomes deixou seu comentário sobre o retiro. Ele afirma que a IBBR vive hoje um novo momento de sua história.

Há quase um ano decidimos fazer um retiro para toda a igreja. Nossa idéia era aproximar as células e as muitas pessoas que estavam chegando. Como enxergamos pouco! Deus fez o “abundantemente além do que poderíamos pedir ou pensar”. 
Deus nos levou a um novo estágio como igreja. Que com certeza exigirá muito compromisso e fidelidade aos valores que nos foram ensinados e que dissemos juntos que desejamos viver.
Conhecer a Deus (Nossa espiritualidade é Jesus)
Amar ao Próximo (Nos livrarmos das dobras da nossas almas)
Servir nossa Geração (Não deixar o amor parar em nós) 

Confira as fotos do nosso retiro AQUI.

Comunidade Ribeirinha recebe missionário IBBR

Posted by | Novidades | No Comments

No dia 5 de agosto nosso missionário Ricardo partiu para o norte do Brasil para realizar um trabalho com a comunidade ribeirinha, evangelizando e instalando filtros biológicos. Ele voltou para casa e nos enviou notícias de como foi a viagem missionária. Confira as informações e as fotos abaixo.

Olá, queridos irmãos 

Gostaria de iniciar agradecendo o apoio que os irmãos nos deram através de suas orações. Foi realmente uma grande ferramenta contra as investidas do inimigo. Saí de Anápolis dia 05/08, passei por Belém, Santarém, Manaus e Parintins, onde dia 08/05 saímos em uma pequena embarcação para o interior entre comunidades ribeirinhas. O objetivo principal foi levar o amor de Deus através da instalação dos filtros biológicos que recebemos como doação. Porém, tivemos que preparar todo o material antes de iniciar, tivemos alguns contra tempos com o motor de barco, onde pude usar o treinamento que tenho feito para auxiliar no conserto do mesmo. Ficamos na casa de uma família que lá vive, há três anos o casal se converteu e como eram líderes muito ativos na igreja católica foram perseguidos e expulsos de sua comunidade, a 1º Igreja Batista de Parintins os adotou e conseguiu doações para  a construção de uma simples casa bem afastada da comunidade em que eles viviam.

Esse tem sido o ponto onde temos feito a preparação, e também onde o pastor local têm feito a escola bíblica dominical. Foram dias muito intensos, tanto na parte física, pois somente no primeiro dia tivemos de carregar e lavar mais de meia tonelada de areia, quanto na parte emocional e espiritual, mas sabemos que Deus nos sustentou através de suas orações. Pudemos visitar os lares e instalar os filtros e o depoimento do pastor que tem vivido e feito o discipulado na região nos falou que os filtros tem sido uma GRANDE oportunidade para entrar nos lares que estavam completamente fechados para o evangelho.

Só pude glorificar a Deus pela estratégia que Ele usa para que seu nome seja propagado. Gostaria de passar o dia todo escrevendo tudo que pude vivenciar, porém o tempo é curto, posso dizer que mais do que nunca tenho a certeza da necessidade de aviação missionária, pois toda a viagem que levou dias de barco poderia ser feita em horas e assim o tempo seria mais produtivo.

O pastor Abimael vive todos os dias, horas e horas, dentro do barco visitando os lares afastados ribeirinhos e fazendo discipulado, com um pequeno avião na região, muitos mais lares seriam alcançados, peço que orem para que as portas da aviação possa se abrir nessa região.

Ele nos relatou também que a saúde das comunidades tem melhorado muito, pois com a água um pouco mais tratada as pessoas não tem tido tantos problemas como diarréia e viroses decorrentes da água ruim.

Os desafios aqui no campo têm sido muito grandes, mas louvamos a Deus pela oportunidade de servi-lo. Deus abençoe suas vidas ricamente.

Das trevas para a subcultura evangélica, da subcultura evangélica para a liberdade

Posted by | Blog do Osmar | No Comments

Quando a Bíblia diz que foi para a liberdade que fomos libertados parece redundante, não? Mas me conhecendo e conhecendo bem o ser humano vejo que a redundância é só uma estratégia para nos livrar de um vício que nos ronda e que não é espiritual, o de sermos escravos.

É maravilhoso ver o evangelho de Jesus sendo adotado nas mais diversas culturas, redimindos estas, transformando em belo sem descarecterizar a sua diversidade. Deixem-me dar um  exemplo. Em 2006, quando estava no Haggai, pude ver a apresentação dos nosso irmãos africanos adorando a Deus com suas danças e cantos tribais. Por um segundo quase fui levado a me fechar e comparar aquele movimento a um terreiro de macumba. Ser livre não é fácil.

Talvez a escravidão mais perigosa a que somos atraídos é a da religiosidade. Pois ela tem aparência de piedade e de santidade, mas não passa de um escudo que esconde quem realmente somos. A religiosidade é imperdoável, Jesus não aliviou com os religiosos. Fato é, que adoramos criar uma “sub-cultura” dentro das nossas culturas para dizer que estamos mais perto de Deus.

Na verdade tenho pena de quem ainda não experimentou a beleza de viver além dos limites que nós mesmo criamos e que Deus, ou a Bíblia nunca nos impôs. Achei que o livro do Ricardo Gondim É proibido – O que a Bíblia permite e que a Igreja proíbe já estava batido, mas não. A maldita religiosidade sempre quer nos pegar e nos acorrentar. Passo a dar-lhe alguns exemplos que com certeza chocarão alguns, mas é o propósito do post mesmo.

Aquele papo de música do mundo. Não aguento mais ter que responder isto, escrevi um posthá uns 2 anos falando disso, mas a impressão que tenho é que as pessoas, no fundo, querem ser proibidas de ouvirem o que gostam para poderem se abster de algo e assim se sentirem mais santas. Quanta culpa eu já senti por gostar de ouvir Guns n’ Roses. Culpa do inferno. Não digo que não foi importante na minha adolescência me abster até que aperfeiçoasse meu filtro de qualidade musical e moral. Mas Hebreus 5 diz que precisamos crescer, urgentemente!

Ou quando ia a casamentos e me pegava batendo o pé no ritmo de ABBA e Queen, músicas que não podem faltar em qualquer festa, e novamente a maldita culpa tentava me acorrentar de cantar junto as lindas canções de uma criatividade que só pode ter sido dada por Deus. Goste você ou não, só Deus pode produzir beleza, e quando um músico faz algo belo, por mais “demoníaco” que pareça, ele está revelando uma beleza divina. Goste você ou não.

As gravadoras gospel lançaram esta bobagem de músicas “secular” e “evangélica” para vender mais albuns. Não existe tal coisa, existe música boa e música ruim e ponto final. Mas o religioso não consegue ver beleza fora do seu arraial, o religioso está com suas lentes distorcidas e preconceituosas desqualificando o tempo todo o que não é parecido consigo e com o seu gosto pessoal. Mas como já disse, tenho pena, pois ainda é escravo da sub-cultura evangélica. Precisa de libertação.

Não digo que não é sincero e que muitos destes só querem de fato agradar a Deus, mas não desfaz meu argumento de que podem experimentar algo maior, e o mais importante, deixar a culpa para traz. Não estou dizendo com isto que não há limites, é claro que há, precisamos de limites que nos protegem daquilo que não podemos controlar. Mas o nosso chamado não é para rechaçar toda cultura que não seja “cristã”, mas redimir a cultura que estamos inseridos em algo belo, em algo divino.

Estou farto de crentes que não bebem, não fumam e não dançam, mas são avarentos, mentirosos, fofoqueiros, orgulhosos, soberbos, julgadores. Se acham melhores porque sabem falar o maldito evangeliquês, saibam que este dialeto evangélico soa muito mal aos nosso amigos não cristãos e só nos afastam deles. Quer ganhá-los para Jesus? Faça como Cristo, ande com eles, faça o que eles fazem e fale do jeito deles! Fique tranquilo, se você estiver cheio do Espírito, Ele não vai deixar você pecar ou mesmo escandalizar ninguém. Mas ficar dentro desta bolha que aqui chamei de sub-cultura evangélica, não vai resolver!

Falei na mensagem ontem em minha igreja que as pessoas estão casnsadas de discursos, elas anseiam ver algo diferente em nós, e isso não se aplica a roupa diferente, música diferente ou mesmo um dialeto diferente, mas um coração diferente. Um coração amoroso, compassivo, acolhedor, que abraça o diferente, que procura Deus fora de seus domínios (pois Deus não está preso aos nossos domínios) e que se coloca ao lado, nunca acima, assim como Jesus fez.

Eu sei que este post ficou com cara de #prontofalei. Mas acho que é isso mesmo. Ser livre é bom demais! E ser livre não é pecado, é plano de Deus.