Cristo é suficiente para mim

Estava dirigindo hoje pela manhã, em cima da hora para chegar na igreja, e meu pensamento divagou no por que de trabalharmos todos os dias. Graças a Deus tenho uma convicção muito clara de meu chamado e necessidade quanto ao serviço cristão e é isso que me move todos os dias. Porém e as outras pessoas? Porque trabalham? Porque dormem e acordam?  Tentei responder essa questão de uma maneira fria e singela e a primeira palavra que veio a minha cabeça foi “dinheiro”. Vivemos em uma sociedade ambiciosa onde poucas pessoas não trabalham por dinheiro, e as que assim não fazem, trabalham para pessoas que também desejam dinheiro.

Não posso negar que tenho meus desejos, de morar em um lugar legal, ter um smartphone de qualidade, um computador bacana, mas há tempos o dinheiro deixou de ter guarida em meu coração. E, baseado na palavra de Deus, procuro seguir o que Paulo sugeriu a Timóteo em sua primeira carta no capitulo 6. “O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”. “Males” no dicionário significa:

1 Tudo o que se opõe ao bem, tudo o que prejudica, fere ou incomoda, tudo o que se desvia do que é honesto e moral.

2 Calamidade, infortúnio, desgraça.

3 Dano ou prejuízo, na pessoa ou fazenda.

4 Qualquer estado mórbido impressionante, como a lepra, a raiva, a tuberculose etc.

Qualquer doença epidêmica ou reinante.

6 Achaque, doença, enfermidade.

Castigo, punição, expiação.

8 Tormento, mágoa, sofrimento.

Só de pensar em ter a presença de algumas dessas definições em minha vida me faz correr atrás de um estilo de vida que se distancie disso. Para isso podemos seguir a sugestão de Paulo quando ele diz que devemos fugir dessas coisas para que possamos nos apegar a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança e a mansidão. Todas essas palavras não nos conduzem a atitudes isoladas, mas sim a uma maneira de viver, leve e prazerosa, sem a tirania da sociedade nos possibilitando uma fonte de satisfação inesgotável. O dinheiro como razão de vida nos leva a sermos escravo dele, mas Cristo como nossa razão nos torna livres para uma vida sem muitos “males”.

Uma música do Hillsong (Christ is enought) que tenho ouvido muito diz que “Jesus é suficiente, Ele é a minha recompensa, e tudo o que eu preciso está nEle”. Mateus capítulo 6 diz que temos que buscar o reino de Deus em primeiro lugar e tudo aquilo que necessitaríamos Ele iria nos suprir. Viver na dependência de Deus colocando nossos desejos e anseios diante dele é uma maneira realizadora de viver. Jesus nunca disse que ser um cristão verdadeiro seria ter uma vida próspera, mas sim uma vida satisfeita. Prosperidade não é sinônimo de realização e satisfação, mas um deleitar na presença de Cristo é uma prova de verdadeira vida abundante. De que nos adiante ter o mundo inteiro e perder a nossa alma para a escravidão imposta pela sociedade sobre esse assunto?

Corramos para uma vida de satisfação e suficiência nEle através de uma vida de justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança e a mansidão.

Tiago Vercelino é ministro de Educação Cristã, pastor de adolescentes e QA’s na IBBR.
Escreve para o blog toda quarta-feira. 

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