A verdadeira alegria

“Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos”. 

                                                              Filipenses 4:4

Esse é o tema central da carta, a alegria! Mas não qualquer alegria, é uma muito específica e que só é possível para quem vive em  proximidade com o Senhor. “Alegrem-se”, diz o apóstolo, “no Senhor”. Ele repete várias vezes, o tema está lá, de um modo ou de outro, em todos os capítulos.

Falamos disso antes, “é um contentamento que independe das circunstâncias exteriores”. Não tem coisa mais estranha do que dizer que devemos nos alegrar quando tudo ao nosso redor nos diz o contrário. Mas Paulo o faz amparado na verdade eterna! Quem está em Cristo passou da morte para a vida!

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Não é uma alegria “forçada”, flui do Senhor, é fruto do Espírito (Gálatas 5:22). Não é uma coisa “da carne”. Por ela Paulo não tinha muito do que se alegrar. Ele estava preso e havia a possibilidade de que não sobrevivesse (Fp 2:17), mas isso pouco importava, “viver é Cristo, morrer é ganho” (Fp 1:21). Não é algo fácil de se entender, nem é algo para se entender mesmo. É algo que se experimenta na fé!

Nossa geração é uma das mais prósperas que já viveu, e mesmo assim há muita tristeza entre nós. Os sábios antigos já sabiam que a alegria sincera é terapêutica. ”O coração alegre é como o bom remédio, mas o espírito abatido seca até os ossos”, Provérbios 17:22.

Nossa prosperidade nos deu uma vida melhor, mas não tem o poder de nos dar uma paz verdadeira. Tampouco satisfação permanente. As pessoas vão vivendo de uma alegria temporária e barata, na esperança de que juntando momentos com momentos, a vida possa por fim ser boa. Mas isso não é alegria. É entretenimento. Só faz esquecer. Mas a memória volta…

A alegria que Cristo oferece não é isenta de sofrimento ou dor. Ela é uma flor que brota da certeza e da fé, e que brilha quando tudo mais está apagado.

O Deus que falou por Paulo sabe que temos razões demais para andarmos ansiosos, e essa ansiedade é um dos ingredientes do nosso excesso de tristeza. O que Ele nos diz é que devemos levar essas ansiedades aos Seus pés, exercendo nossa gratidão com lábios sinceros. E assim, unidos com Deus na mente e no coração, participamos da sua glória, manifesta nessa alegria. Nós lançamos diante dele a nossa dor, e Ele nos garante que Sua “paz que excede todo o entendimento guardará nossos sentimentos e pensamentos ( Fp 4:6 e7).

Esse é o segredo da Alegria Verdadeira!

Isaías Oliveira é membro na IBBR.
Escreve para o blog semanalmente.

A opinião expressa neste blog é responsabilidade do autor.