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De geração em geração

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Esta foto reflete muito de como defino minha vida ministerial.

Este é o Pr Samuel Mitt, talvez pouco conhecido da maioria da nossa igreja atualmente, mas ontem pudemos honrar um homem usado por Deus para organizar a nossa igreja e juntamente com sua saudosa esposa Marlene, desempenhar um dos ministérios missionário e pastoral mais relevantes do Paraná nas últimas décadas.

Saibam todos da minha admiração e alegria de, de certo modo, fazer parte da geração que leva o evangelho adiante. Uma responsabilidade que apenas cresce quando olho esta foto. Aqueles que aos poucos vamos sucedendo, deixam um legado de piedade, retidão, fidelidade bíblica e compromisso missional que nos deixa atemorizados com o tamanho da missão.

Ao mesmo tempo nos inspiram a sermos humildes suficientes para depender de Deus e ousados o suficiente para avançar sobre as portas do Inferno.

Pr Samuel Mitt, um dos homens dos quais o mundo não é digno (Hebreus 11.38), como você nos convidou ontem, aceito o desafio de levar o bastão até as gerações que me sucederão, até que Ele venha!!

 

pr Osmar Gomes

A história de Deus e o Deus da história – Os Históricos

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Sem títuloDepois que o sol se pôs e veio a escuridão, eis que um fogareiro esfumaçante, com uma tocha acesa, passou por entre os pedaços dos animais. Gênesis 15.17

Na semana passada vimos que em nossa história de amor com Deus, uma aliança gera o cumprimento da promessa: Deus vai passar através da nossa história para abençoar todas as famílias da Terra. A partir desta perspectiva, o que podemos aprender com estes 12 livros históricos?

1. Enterre seu Moisés – Cuidado com o passado.

  • Moisés foi único, foi natural que Josué e o povo ficassem estáticos com a sua morte. Deus chama a atenção para o fato de que eles tinham que tomar a decisão de enterrar definitivamente o passado para que a vida continuasse. Quais os perigos do passado?

a. Ah como era bom!

  • Quando nosso passado foi maravilhoso somos tentados a fugir para lá todas as vezes que o presente fica difícil. Nostalgia é um sentimento perigoso de deslocamento da história presente. E só existe um lugar onde Deus pode nos achar, hoje.
  • O Diabo lustra alguns eventos para que nos seduza e automaticamente nos congele e faça de nós um murmurador e sem esperança.
  • A verdade é que nem tudo foi tão bom. Josué ouviu de Deus que ele seria com ele como foi com Moisés.
  • Quando enterramos nosso Moisés estamos prontos para superar nosso passado.

b. Ah como foi ruim!

  • Alguns eventos nos deixam marcas profundas. É inegável que algumas delas querem determinar quem somos, nossa decisão é se vamos deixar ou não. Um passado difícil pode nos dar referencias erradas para o presente e limitar quem somos.
  • Satanás mais uma vez “doura a pílula”, traz insistentemente à memória acontecimentos isolados que nos trazem dor. Esquecemos que ao mesmo tempo muitas coisas boas aconteciam ao nosso redor. Nem foi tão ruim!
  • Supere seu passado, deixe que a voz de Deus, e somente ela, determinar quem você é que quem pode vir a ser.

2. Queremos um Rei – qual é a vontade de Deus?

  • A monarquia entra em Israel de uma maneira inusitada, Deus abre uma concessão para atender um desejo do povo, então permite que Samuel, o ultimo Juiz, unja Saul, o primeiro Rei.
  • Toda a história da escolha de Saul foi marcada por coincidências. Deus estava manipulado a história? Ou apenas se aproveitou dela?
  • Não é a mesma pergunta que nos fazemos hoje? Qual a vontade de Deus? O que esta acontecendo é direção de Deus, ou fui eu quem quis?
  • Este tipo de crise pode atrapalhar nossa caminhada. Olhar para traz e solucionar todas as equações da vida só vão lhe conduzir a uma neurose.
  • Saiba que Deus não é pego de surpresa e ele não se desilude porque nunca se iludiu. Quando Deus decidiu passar em nossa história, sabia erraríamos. Ainda assim permanece misturando a Sua história com a nossa.
  • Faça uma oração adulta: Eu não sei como cheguei até aqui, nem entendo tudo. Talvez a minha história inclusive seja feia e louca. Assim como Davi, passa pelo meu caos e transforma em algo útil para sua glória.

3. Ladeira a baixo – o reino divido.

  • Israel se divide e vai de mal a pior como Deus já havia avisado. Os reis são um grande decepção. Nesta hora Deus cumpre sua promessa de preservar uma nação que seria ventre do Messias. O foco está em Neemias, Esdras, Zorobabel, Ester, Rute etc. Pessoas comuns, que não desejaram serem reis, e sim, tão somente fazer o que era agradável ao Senhor.
  • Deus só precisa de uma pessoa para passar em sua casa, no seu trabalho ou na sua faculdade. Mas não alguém que queria ser rei, e sim alguém que esteja disponível para ouvir como Ester ouviu: quem sabe não para isto que Deus te colocou como rainha.

 

O caráter Eterno de Deus – O Pentateuco

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Deus nos oferece seu cartão de apresentação

  • Os cinco primeiros livros da sua Bíblia podem ser divididos em 3 grandes recortes. Em todos eles vamos buscar perceber o que Deus apresenta de si. Só existe um Deus e Ele diz como é, através do Pentateuco.

O carater de Deus - Pentateuco1. Tudo começa em Deus - Gênesis de 1 a 11

  • Tudo que é original é melhor, a matriz é mais pura, o inicio é mais organizado. Se nada existe antes de Deus, tudo partiu Dele, e tudo que Deus faz é perfeito.
  • Não leia como fábulas, mas como histórias que foram contadas de pai para filhos, mas que não há motivos para duvidar que tudo foi do jeito que está escrito. Apesar de alguma linguagem alegórica, leia como uma criança e se preocupe mais com o que entendeu do que o que não entendeu.
  • Se o seu modelo é algo menor que Deus, é como um inseto que gira em torno de uma lampada até a sua morte. Quando organizamos nossa vida a partir de Deus, apontamos para o que é perfeito. Humanidade, família, sociedade e espiritualidade em geral.

2. Deus escolhe uma família. – Gênesis 12 a 50

  • Ainda em Gênesis 3, Deus promete que um filho nascido de mulher pisaria a cabeça da serpente. Para isto é necessário uma família, uma comunidade e um povo. Deus mostra sua soberania garantindo que isto aconteceria na plenitude dos tempos através de Jesus.
  • Ele escolhe Abrão para miraculosamente gerar Isaque e Isaque a Jacó. Um dos milagres desta proteção divina é quando José, um filho de Jacó se torna governado do Egito, protegendo assim a família patriarcal de uma fome mundial.
  • Deus não precisou, mas escolheu se comprometer através de promessas que passaria no meio das vidas que tivessem uma aliança com Ele. Um claro ato de amor. Mas se Deus quer abençoar e nós queremos ser abençoados, o que falta?
  • Isto fica claro na historia de Jacó, que pediu a benção mas só recebeu após ter sua vida transformada por Deus, até seu nome mudou de “usurpador” para Israel “príncipe de Deus”.
  • Deus quer passar na sua vida, para isto renove sua aliança com Ele e descanse na fidelidade de um Deus de alianças e promessas.

3. Um espelho Cruel - Êxodo, Levítico, Número e Deuteronômio.

  • Moisés é escolhido para libertar o povo de um sofrimento de 430 anos no Egito, é uma figura ímpar na Bíblia, um arquétipo de Jesus ao interceder pelo povo.
  • Ele pega um ajuntamento de descendentes de Abraão e entrega uma nação com constituição, liturgia, sacerdócio e identidade.
  • O mais importante deste período de 40 anos onde Moisés lidera o povo é a apresentação da lei. Para que serve a Lei?

a. Proteção.

  • Leis tribais de proteção moral e de higiene na peregrinação. Algumas delas se tornaram identidade para quem é judeu (circuncisão e sábado) outras caducaram e outras foram interpretadas espiritualmente pelo Novo Testamento.
  • Tolo é quem se lança contra os muros de proteção que Deus construiu ao nosso redor. Não adultere, não cobice, não mate.

b. Condenação.

  • A lei é um espelho cruel, pois apresenta um Deus santíssimo, único e perfeito. Isto denuncia nosso pecado, é isto que vemos quando somos honestos num espelho, nossos defeitos.
  • Romanos 3.20 diz com todas as letras que ninguém é justificado pela lei. A lei serve para dizer que não conseguimos cumprir e assim sentir necessidade da graça de Deus.
  • Seja o melhor discípulo que puder, busque a perfeição e a santidade, mas nunca se esqueça de olhar no espelho e lembrar que se não fosse a graça, todos nós sem exceção, estaríamos condenados eternamente.
  • A lei mostra o caráter justo de Deus e aponta para a graça salvadora de Jesus.

O Pentateuco nos mostra que precisamos de Deus.

A Bíblia pela própria Bíblia

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A Bíblia é uma carta de amor de Deus para o homem.

2 Timóteo 3.16 e 17

  • toda a Bíblia. Nem 65 nem 67, mas os 66 livros.
  • inspirada: foi soprada aos escritores, tornado-da singular.
  • útil para a eternidade. Lucro para a vida e o pós morte.

1. Para ensinar.

  •  a cada vez que a lemos, aprendemos algo novo porque não tomamos banho no mesmo rio 2 vezes.
  • se você é uma ou um ancião, se quiser, vai aprender, se é uma criança Deus falará com você a traves dela.

2. Para repreender.

  • mesmo não sendo agradável, a Bíblia é um gabarito moral e ético.
  • assim como nossos filhos precisam ser alertados, a Bíblia nos corrige por amor.

3. Para corrigir.

  • mais do que apontar o erro, a Bíblia aponta para a cura. Ser tratado é uma opção.
  • nem todos querem ser curados porque vai doer e vai ter que trabalhar.
  •  as vezes dói, mas é sinal de que está sarando.

4. Instruir na justiça.

  • agora Paulo já fala de algo interno, uma chamado a ser treinado na virtude, até que seja natural.
  • você é o que você come, se nos alimentarmos da Palavra, nos tornaremos cartas vivas.

Você quer sair da mediocridade? Deixar de depender de apostilas e cursos, ou de outras pessoas que mastiguem pra você? Deixar de ser um bebezão?

Então “conheça a sua Bíblia”, ela te fará apto para toda a boa obra.

Assista a mensagem completa  AQUI.

Muito prazer, esta é nossa igreja!

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capa do face

 Levar pessoas a conhecer a Deus, amar ao próximo e servir nossa geração.

 “até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo.” Efésios 4:13

Esta série de mensagens nos ajudará a perceber a importância da nossa missão como igreja local. Desejamos ser simples no processo de conduzir pessoas a conhecer a Deus, amar o próximo e servir nossa geração, a isto chamamos de discipulado.

Encorajamos cada discipulado a frenquentar semanalmente a uma celebração, a uma célula e engajar-se num ministério.

Neste post você pode conferir um resumo da três primeiras mensagens da série. Em breve divulgaremos o restante!

Deus o abençoe!

1

Gênesis 22.1 a 7

  • Abraão conheceu a Deus de seus pais, não apenas com informação, mas se relacionando com ele, pois Deus não é algo, é alguém.
  1. Quem é Deus para você? Deus de Abraão, Deus de Isaque e Deus de Jacó, cada um recebeu uma revelação do mesmo Deus.
  2. Relacionamento pessoal, cada um tem sua própria jornada. Abraão já sabia que Deus podia todas as coisas, por isto ele obedece tão prontamente.
  3. Deus é todo poder, mas quis ser conhecido por seu todo amor.

Deus apresenta uma figura de Jesus na propiciação de um carneiro para o sacrifício é assim a vida de Isaque foi poupada. Abraão conheceu a graça de Deus revelada em Jesus.

2

Genesis 22.5

  • Abraão toma uma decisão pessoal,  mas aquele momento era íntimo demais para ter plateia.
  1. Responsabilidade pessoal. Isto não significa solidão, mas solitude. Desejar estar sozinho com Deus. E Dele receber ordens suficiente para permanecer fiel. O que Deus está dizendo apenas a você?
  2. Total transparência. Na intimidade nossas máscaras não fazem sentido algum. Jesus foi ao limite de sua humanidade sozinho no Getsêmani. Foi admitindo suas limitações que venceu a morte e o Diabo.
  3. Amizade divina. Ja percebeu que quem é amigo de Deus parece que sabe mais do que os outros? Isso é verdade: Salmo 25.14

Leia a Bíblia e faça oração se quiser crescer.

3

Mateus 16

- Depois de Pedro receber a revelação da pessoa de Deus em Cristo, Jesus promete edificar sua igreja.

1. Conectar pessoas. Necessitamos de pessoas assim como necessitamos de Deus. Mas como numa família, relacionamentos não são sempre fáceis. Estar disposto a receber em sua convivência alguém diferente é a primeira forma de amar alguém.

2. Ensinar. Não confundamos com acúmulo de informação, mas sim formação do caráter de Cristo em nós. O modelo de Cristo é vida na vida, aprendizagem por discipulado. Todos crescem juntos até a altura de Jesus.

Desafios:

  1. Conectar-se a um grupo de pessoas.
  2. Permitir que outros se conectem a  você.
  3. Deixar-se ensinar.

Ser modelo de Cristo aos outros.

Crente pode pedir impeachmant de algum governante?

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collor2Primeiramente me perdoem pelo título sensacionalista, não desejo tratar apenas da questão sugerida acima. Alguns responderiam prontamente: “- Não só pode como deve!”. Outros citariam o versículo de Romanos 13.1 que diz que “toda autoridade é constituída por Deus”, e diriam que não.

A resposta rápida é sim, pois numa democracia quem coloca e tira o governante é o povo. Coloca pelo voto e tira pelo voto ou de outras maneiras previstas em lei como o impeachment. E onde Deus mostra sua soberania nisto? Deus tem compromisso com seu plano de salvação e com o novo céu e nova terra, esta terra ele deu aos homens (Salmo 115.16), então sociedade é o que fazemos com a ordem dada a Adão para governar o paraíso. Sendo assim, ainda que um governo corrupto esteja no poder, Deus não perdeu o controle e a sua soberania. Tirar esta pessoa do poder e colocar alguém que governa para todos e não apenas para si ou para uma faixa da sociedade, é dever nosso na democracia. Não cabe aqui o discurso de que devemos aceitar gente injusta no poder por causa de Romanos 13.1, de forma alguma! O voto está aí para a mudança do poder, a democracia não é perfeita, mas como disse Winston Churchill: “A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas.”

Isto posto, vamos ao que interessa a meu ver. Se  o processo atual de impeachment da presidente do Brasil Sra. Dilma Rousseff é legitimo, vamos esperar que as instituições democráticas façam seu papel corretamente. Com certeza em meio a muito jogo político, mas temos que acreditar em nossas instituições, ou voltamos a ditadura ou avançamos para a anarquia. Meu ponto é que tenho ouvido alguns cristão e outros que não professam o cristianismo abertamente, mas sempre foram pessoas éticas e justas dizendo que não interessa a legitimidade do processo, primeiro tiramos a presidente depois decidimos o que fazer – dizem eles. Ou alguns, mais explícitos, que dizem que deve se segurar o presidente da câmara Eduardo Cunha no cargo, mesmo sendo clara a sua falta de decoro, porque ele é o único que pode fazer este processo andar. Opa, então vale tudo?

Acabei de assistir Jogos Vorazes a pedido do meu filho. Para o gênero a que se propõe, é um filme excelente nas suas abordagens sociológicas. Tentando não contar o final do filme, a moral é que quando estamos debaixo de um governo opressor temos que tomar cuidado com uma armadilha muito sutil, o de pagarmos na mesma moeda e nos tornarmos semelhantes àqueles a quem queremos derrubar. Talvez esta seja a grande mudança que deve ocorrer, nunca, absolutamente nunca, se valer de processo ilícitos para justificar um bem maior. Esta é a proposta cristã, isso mesmo, radicalmente contra qualquer jogo de poder que se valha de manipulação e vistas grossas. É interessante como a igreja se cala nestas horas, ou até faz vistas grossas a Eduardo Cunha com a esperança de que ele retire Dilma do poder, chega a dar náusea. Mas é bem típico da religião fazer o jogo da política, em 1645 o teólogo jesuíta Hermann Busenbaum (Medulla theologiae moralis) disse: cum finis est licitus, etiam media sunt licita (“Quando o fim é bom, também são os meios”), uma lógica abertamente contrária aos ensinos de Cristo.

Por isto quero com este post mostrar que se queremos (e devemos) ter posições políticas como cristãos, devemos antes lembrar dos valores que não devemos abrir mão por nada neste mundo. Se é a favor do impeachment, faça o com argumentos e sem passar por cima de nenhuma verdade democrática. Se é contra, o faça de maneira ordeira e também argumentativa. Mas se é cristão, não negocie a sua fé de jeito nenhum.

 

 

Aprovado o Casamento Gay nos EUA

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Por Nivaldo Nassiff

 

No final do mes de Junho, a Suprema Corte Americana determinou que em todos os Estados Americanos o casamento entre pessoas de mesmo sexo se tornou legalizado. Nos 50 Estados Americanos o casamento entre pessoas de mesmo sexo poderá ser realizado.
Muitas reações surgiram entre cristãos e não cristãos, em jornais, tv, e redes sociais…
Lí algumas coisas, observei as reações e, penso que estamos no caminho errado, ou no minimo, não muito bem nestas discussões, ataques e expressões bélico-religiosas.
Gsotaria de expressar alguns pensamentos (especialmente os de um Pastor Canadense Ed Stetzer (o Canadá já vive uma década com a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo). Voce pode encontrar o artigo na íntegra no site de Carey Nieuwhof (careynieuwhof.com). Ele é pastor da Connexus Church, no Canadá. Então, mesmo correndo o risto de ser apedrejado pelos legalistas de plantão, os religiosos destituidos de embasamento teológico e, principalmente dos que não vivem uma relação cotidiana de amor intenso com a pessoa do Senhor Jesus, disse o Ed Stetzer, ele resolveu escrever. Abaixo fiz um resumo, numa tradução livre, não literal, das principais idéias dele. Espero que lhe ajude a pensar sob outros ângulos esta questão. Vamos lá?

1. Creio que a verdadeira igreja cristã sempre viveu na contra-cultura. O mundo tem mudado muito. O mundo em que eu nasci já não existe mais. Muito do que se abraçava antes já não se abraça mais. Quando o Cristianismo é abraçado pelo Estado, foi um falso Cristianismo que foi abraçado. O autêntico vive na contra-cultura. E sermos da contra-cultura tem sido de grande ajuda para a Igreja. Graça, amor incondicional, doação, entrega…são todos assuntos, elementos, temas, assuntos e ações da contra-cultura crista. Porque desejamos que o Estado seja cristão? A Igreja do senhor Jesus sempre soube tomar vantagem por viver na contra-cultura. É exatamente o exercíco de um viver diário na contra-cultura que tem impactado o mundo, suas leis e estruturas.

2. É estranho para mim, pedirmos que os não cristãos mantenham um comportamento cristão. Nos estamos vivendo (gostemos ou não, admitamos ou não) numa época pós-cristã. O mundo já não é mais aquele que finge ser cristão. Olhe pra voce mesmo primeiro: Se você acredita que sexo é uma benção de Deus para ser vivido entre um homem e uma mulher dentro do casamento, por que você acharia que os não cristãos iriam abraçar este tipo de comportamento? Por que queremos que os não cristãos parem de falar palavrões, esperem até o casamento para terem sexo, parem de fumar maconha, e sejam fieis a uma só pessoa por toda a vida…? Por que? O fato é que e maioria das pessoas do mundo hoje, já não está mais fingindo de serem cristãos. Qual é a lógica de exigir que as pessoas que não seguem a Jesus, comportem-se como quem segue a Jesus? Agora, sejamos honestos: Os não crsitãos costumam atuar de forma mais consistente com o sistema de valores deles, do que nós os cristãos. É difícil para um não cristão se um hipócrita, porque eles tendem a viver o que acreditam. Jesus não culpou os pagãos por viverem como pagãos. Jesus culpou os religiosos por serem hipócritas.

3. Nós temos convivido com o sexo fora do casamento, ja faz muito tempo... Se sexo gay é pecado para você, não é moralmente diferente do sexo fora do casamento. Sejamos sinceros: praticamente todas, ou quase todas as pessoas de nossas igrejas estão praticando sexo (de alguma maneira), fora do casamento. Poucos conseguem preservar sua sexualidade… Primeiro vamos aprender a lidar e resolver nossas questões, como sexo fora do casamento e, então, lidar com o sexo gay. Voce pode controlar gula, fofoca, ambição, inveja, ganancia…??? Somos hipócritas fingindo de ser cristãos. Na prática (comportamental quase que coletiva) aceitamos estes outros pecadores, mas nao podemos amar os homosexuais… Estes, os não gays, irão para o Céu (com sua hipocrisia); aqueles irão para o inferno com sua vida consistente com seus valores. Não estou dizendo que, porque muitos de nós, nos arraiais do templo cristão, ainda não sabemos lidar com nossa hipocrisia, que o comportamento do não cristão seja menos pecado, ou não deva ser reconhecido como pecado. O que estou dizendo é que na maioria das vezes, “fingimos” que estamos vivendo uma vida pura, quando em nossa intimidade, sabemos que não é assim. Mesmo assim, nos levantamos com vozes de trovão, cuspindo raios de maldições sobre os gays.

4. A Igreja primitiva nunca olhou para o Estado para pedir orientação, conselho de conduta moral, ética ou de justiça social; muito menos de espiritualidade. Sempre que Jesus e Paulo estiveram diante do Estado, foi para apresentar a salvação aos governantes, respresentantes do Estado, nunca para pedir nada. Dainte do Estado, Jesus e Paulo mostraram seu amor a Deus e ao próximo. O governo/Estado não abraça os valores da Igreja. (E, olha que nem podemos reclamar, pois aqui no acidente, especialemnte nos Estados Unidos e Canadá, o Estado tem dado apoio e liberdade e, incentivos fiscais à Igreja). O momento que estamos vivendo, tem se tornado a nossa grande oportunidade de, como Igreja de Jesus, amanhecermos todos os dias, em oração contemplativa e no partir do pão. Despertarmos nas próximas manhãs de nossa existência, oferecendo-nos e amando outros, com um amor de doação. Abrir os olhos no raiar dos dias futuros (começando amanha) amando nossa esposa com amor profundo e radical. Assim, chocaremos a cultura, o governo, o Estado e os sem igreja com a nossa contra-cultura. Isto provocaria uma revolução. Mas se prefere, posso dizer que isto provocaria um avivamento.

5. Finalmente, que dizer que nosso julgamento aos homosexuais, gays, lesbicas e simpatizantes? Isto é a nossa PIOR estratégia de evangelismo. Por que esquecemos que o Senhor disse que seríamos julgados com os mesmos padrões e parâmetros com os quais temos julgado? Será que podemos lembrar que nenhum de nós foi salvo por qualquer coisa boa que fizemos ou praticamos? Todos nós fomos salvos pela graça quando ainda erámos pecadores, idólatras, inimigos de Deus. Nossos pecados não são em nada diferentes dos pecados dos outros. O exercício da aceitação do outro como o outro o é; é exigência da graça. Amar quem são, do jeito que são, do mesmo modo como formos amados pelo senhor Jesus. Deus não nos ama por aquilo que viremos a ser um dia; mas sim nos ama, exatamente por sermos quem e o que somos e por causa do que praticamos hoje.

O caminho para o futuro não é muito claro e nem será fácil. Mas a GRAÇA é nossa ÚNICA chance!!!

Meu desejo e intenção, ao postar este texto, é incentivar o pensamento. Não a discussão. Não aos ataques. Não às frases bélico-religiosas. Simplesmente mostrar o texto daquele Pastor canadense, que talvez nos ajude a pensar, com um coração cheio de amor por Jesus e por todas as pessoas.
Pense nisto. Deus o abençoe.

Discordância e respeito

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Não acho estes termos tão paradoxais assim, mas quando os ânimos estão exaltados parece impossível conjugar tais expressões na mesma frase.

No contexto da família em Efésios 5 diz-se que a palavra para o marido é “amor”, e para a esposa é “respeito”. Deus sabe qual é a atitude que conquista o outro. Quando o que exerce a função de liderança ama como Cristo, a atitude do submisso é respeitar com alegria. Estas duas atitudes se misturam entre os envolvidos na relação.

Dei esta introdução bíblica para mostrar algo prático hoje. Respeitar nem sempre é concordar. Talvez a melhor forma de respeitar é continuar discordando sem deixar de estar juntos. A família é o melhor exemplo disto, a igreja também vive esta dinâmica semanalmente. Precisamos aprender a depor as armas sem abrir mão das nossa convicções. A única maneira de fazer isto é respeitando a opinião do outro.

Somos o povo que respeita a liberdade, até a liberdade de ver o outro destruindo sua própria vida. Aprendemos isto diretamente com Deus, Deus não nos coloca cabrestos, ao contrário, nos criou livres e depois da cruz ainda nos dá mais liberdade agora de consciência. Sim, Deus é o grande libertador. É como o pai que dá liberdade para o filho e o melhor que pode fazer é ir chorar no enterro dele. Sim, isto é liberdade.

Respeitar não é concordar, mas é concordar com a liberdade de cada um. Mesmo que fosse possível impor nossa verdade aos outros, este não foi o caminho de Deus, Deus não impôs isto a ninguém, ainda que pudesse, ele optou pelo caminho do arbítrio humano, nos colocando em posição de responsáveis. O cabresto dá a responsabilidade ao vaqueiro, a liberdade faz de nós adultos.

A lei nos trazia no cabresto, a graça nos coloca em posição de livres, não independentes, mas livres. Saber enxergar que nem todos veem como nós vemos e percebem o que percebemos e nem foram iluminados como fomos (criação, experiências, ensinos) nos faz abraçar o outro e conversar com o outro a partir do que ele vê. Por isso Jesus veio ao mundo, e não só isso, mas comia com gente de má fama, não porque concordava, mas porque respeitava suas opções à luz do que conheciam ou desconheciam.

É muito fácil você ter sido criado na Escola Bíblica e falar de contextos que só você conhece. O problema é que ninguém tem obrigação de saber algo se não lhes for explicado, e isto só acontece hoje quando existe RESPEITO. Vamos voltar ao contexto da família? Quando existe amor da parte do marido e respeito da parte da mulher, e vice e versa, acontece o milagre da bênção de Deus. Um pedaço do reino de Deus.

Era isso que tinha a dizer. Está dito.

 

 

Santo, santo, santo!

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Hoje tive a oportunidade de cantar duas canções com esta expressão de reconhecimento do caráter santo de Deus. Isto me fez lembrar algumas coisas que estão embutidas nesta expressão.

Primeiramente é a repetição do atributo “santidade” em sequência. Esta é a maneira judaica de dizer: santíssimo. Ou inigualavelmente santo. Mais santo que qualquer outra coisa ou pessoa. Ou melhor, só existe um santo, Deus. Os outros são espelhos que procuram se igualar ao referencial único de santidade estabelecida, a própria pessoa de Deus.

A segunda percepção que me ocorreu foi sobre o significado deste adjetivo, quem é o santo? Normalmente definimos santo por aquele que não peca ou esforça-se para não pecar. Reduzimos o conceito de santidade para a ausência de pecado. Não está errado, mas é muito mais do que isto. Santidade significa separação, de maneira alguma separação geográfica mas sim qualidade de quem é diferente em essência. Isto é, Deus não é santo porque não peca, mas não peca porque é santo. Como disse Karl Barth: “Deus é totalmente outro”, isto é, a natureza santa, verdadeira, justa, honesta, pacífica, amorosa de Deus o separa de qualquer outra criação deste universo. Por isso Ele é santíssimo, ou O santo. O paradigma de santidade único universal.

Esta é uma verdade difícil de admitirmos, mas é por isso que precisamos da graça, afinal, não somos desta qualidade de santidade. O ser humano é por definição pecador, e assim será até o fim desta existência. Se Deus não peca por ser santo, nós pecamos por sermos humanos. Isto mesmo, Deus sempre soube que não seríamos como Ele e portanto não faríamos o que Ele faz, por isso a cruz foi erguida na eternidade. E se somos aceitos por Ele, foi por adoção e em processo de regeneração.

Para trocar em miúdos, procurar ser santo é uma virtude, é algo que nos coloca numa vida abundante e excelente que apenas quem vive em Deus experimenta. Mas de forma alguma conseguiremos o favor divino por causa da nossa santidade, por que diante do Deus santíssimo, somos trapos de imundícia. Não pelo que fazemos, mas por quem somos.

Cristo nos apresenta um caminho de discipulado e santificação que é alvo para todos nós. Apenas não nos esqueçamos que não é isso que nos faz próximos de Deus, não é nossa santidade, e sim a sua graça, seu amor e sua cruz. É por causa da Cruz que O Deus três vezes santo pode olhar para nós e dizer que somos um conosco. É só por causa da graça que é possível um Deus santíssimo ter intimidade com pecadores como nós.

Graças ao Deus santo, santo, santo pela sua eterna graça.

Pr Osmar.

EU TAMBÉM FAÇO PARTE!

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“Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para concluí-la?” (Lucas 14.28)

Amado membro da IBBR,

É com muita satisfação que comunico que em Assembléia Geral no último domingo 07/12/14, votamos como igreja várias decisões importantes, entre elas o nosso orçamento para 2015. Assim como você se planeja para gastar seus recursos mensalmente, a sua igreja também se organiza desta maneira. Gostaria de lhes contar um exemplo e lhes fazer uma convocação.

Em muitas igrejas nos EUA, um país em que a economia já está mais sólida, assim que são definidos os desafios financeiros do ano, o pastor chama um representante de cada família para se comprometerem com a sua parcela para honrar o orçamento anual. Assim, algumas famílias já colocam estas contribuições nos seus próprios orçamentos mensais e outras com mais condição até mesmo adiantam as 12 parcelas. Este modelo está longe de ser possível aqui no Brasil, mas o interessante é o compromisso que todos assumem durante o ano.

Esta pastoral é para comunicar que votamos um orçamento 13% maior para o próximo ano, nada muito ousado. O valor mensal é de 55 mil reais e de 15 mil reais para a construção. Inclusive, uma boa conta para calcular a proporção aproximada na contribuição da construção é a seguinte, pegue o valor do seu dízimo e acrescente 27,5%. Exemplo: 100 reais de dízimo e 27,50 para a construção. Lembro que isto não é uma regra, mas um esclarecimento para quem deseja viver o “NÃO A MESMA OFERTA, MAS O MESMO ESFORÇO” que tem sido há muitos anos o lema da nossa campanha de construção.

Coloque sua contribuição na igreja em 2015 no seu orçamento mensal familiar e pessoal, seja um bom mordomo do que Deus tem lhe confiado, não só nos 10%, mas nos 100% que estão em suas mãos. Faça deste momento uma lição para seus filhos que eles nunca mais esquecerão.

Pr. Osmar Gomes

“O trabalho de Deus feito do modo de Deus nunca ficará sem o suprimento de Deus” Hudson Taylor