De geração em geração

“Amem o Eterno, o seu Deus, de todo o coração. Amem o Eterno com tudo que há em vocês e com tudo o que vocês são!”

Escrevam no coração os mandamentos que estou transmitindo a vocês. Apropriem-se deles e levem seus filhos a se apropriar deles. Que eles sejam o assunto de sua conversa, onde quer que vocês estiverem – sentados em casa ou andado pela rua. Que eles sejam repetidos desde a hora que se levantam, de manhã, até a hora de cair na cama, a noite. Que eles estejam amarrados na mão e na testa de vocês, como lembretes, e até escritos nos batentes da porta das casas e nas portas das suas cidades.”

Deuteronômio 6:5-9 (versão A Mensagem)

Já fui à igreja aproximadamente 1.600 domingos (o Google me ajudou chegar nesta conclusão…rs). “Caramba!” Você deve ter pensado. Pois foi exatamente o que eu pensei na hora em que fiz os cálculos.  São tantos que eu nem me lembro do milésimo domingo! São tantos que eu nem me lembro direito o que foi dito pelo pastor no primeiro culto deste ano!

Se não fosse pela tecnologia e a praticidade dos cultos on-line, eu certamente nunca mais me lembraria das pregações que foram feitas nos últimos domingos. Não lembraria o título da mensagem, do texto bíblico ou a música que encerrou o culto. Não lembraria a cor da camisa que o pastor usou e nem se sentei nas cadeiras da frente ou atrás.

Não me lembro de muita coisa (ou quase nada), mas lembro do quanto aprendi, cresci e como cada palavra ouvida penetrou meu coração. Lembro que Deus falou comigo e de como saí daqueles cultos sempre com o desejo de fazer diferente, de ser mais parecida com Jesus.

Além do que ouvi nas palavras do meu pastor, eu vi o homem que ele era, seu caráter e seu amor pelas pessoas. Vi seu desejo de nos ensinar e seu compromisso com o Senhor. Isso sim ficou registrado em minhas lembranças e sei que daqui mil domingos continuarei lembrando.

fotos_6040_geracoesSabe por quê? Porque aprendemos mais com a vida das pessoas do que com o que elas dizem. O que fica gravado no nosso coração são os exemplos que recebemos. Palavras só fazem sentido e marcam vidas quando são aquilo que somos e fazemos.

A criança só aprenderá amar a Deus se enxergar em seus pais ou adultos que fazem parte do seu convívio, fazendo isto. Amará o próximo, se através de um adulto experimentar este verdadeiro amor.

A bíblia nos ensina a valorizar a criança (Mateus 19:14), mostra o dever dos pais a ensinarem seus filhos como em Deuteronômio 6 e também a não desprezá-los (Mateus 18:10-14). Os hebreus levavam isto muito a sério e hoje são modelos para nós. Eles transmitiam suas heranças históricas e instruíam a criança desde cedo na adoração ao Senhor. Desde o levantar até o deitar, o amor pelo Senhor era transmitido de geração em geração. Era o assunto da conversa. Em casa ou na rua. Na igreja e fora da igreja. Vivido diariamente e não somente dito ou escrito.

Se hoje eu amo o que faço e me sinto tão realizada servindo a Deus, se procuro amar o meu próximo como gostaria de ser amada, saiba que não foram pelas quase 1.600 pregações (chutando por baixo) que moldaram minha vida e meu caráter. Foram exemplos de vida que me mostraram a alegria e o privilégio de servir a Deus. O exemplo dos meus pais que me fez entender o significado de ser cristão.

Pais, sintam-se desafiados a serem o cristão que desejam que seus filhos se tornem! Lembrem-se que não basta trazer seu filho regularmente ao culto infantil ou presentea-lo com uma bíblia nova. Se esperam que seus filhos se tornem discípulos de Jesus, comece discipulando-os.

Mostrem através DE SUAS VIDAS o que diz em Mateus 22: 37-40: “Ame o Senhor Deus com toda a paixão, toda a fé e toda a inteligência. ’ Esse é o mais importante, o primeiro de qualquer lista. Mas há um segundo, ligado a esse: ‘Ame o próximo como a você mesmo. ’ Esses dois mandamentos são como elos de uma corrente: tudo que está na Lei de Deus e nos Profetas deriva deles.” (versão A Mensagem)

Fernanda Bueno é ministra do Ministério Infantil da IBBR.
Escreve para o blog toda quinta-feira.

A opinião expressa neste blog é responsabilidade do autor.