2014 maio

Cristo é suficiente para mim

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Estava dirigindo hoje pela manhã, em cima da hora para chegar na igreja, e meu pensamento divagou no por que de trabalharmos todos os dias. Graças a Deus tenho uma convicção muito clara de meu chamado e necessidade quanto ao serviço cristão e é isso que me move todos os dias. Porém e as outras pessoas? Porque trabalham? Porque dormem e acordam?  Tentei responder essa questão de uma maneira fria e singela e a primeira palavra que veio a minha cabeça foi “dinheiro”. Vivemos em uma sociedade ambiciosa onde poucas pessoas não trabalham por dinheiro, e as que assim não fazem, trabalham para pessoas que também desejam dinheiro.

Não posso negar que tenho meus desejos, de morar em um lugar legal, ter um smartphone de qualidade, um computador bacana, mas há tempos o dinheiro deixou de ter guarida em meu coração. E, baseado na palavra de Deus, procuro seguir o que Paulo sugeriu a Timóteo em sua primeira carta no capitulo 6. “O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”. “Males” no dicionário significa:

1 Tudo o que se opõe ao bem, tudo o que prejudica, fere ou incomoda, tudo o que se desvia do que é honesto e moral.

2 Calamidade, infortúnio, desgraça.

3 Dano ou prejuízo, na pessoa ou fazenda.

4 Qualquer estado mórbido impressionante, como a lepra, a raiva, a tuberculose etc.

Qualquer doença epidêmica ou reinante.

6 Achaque, doença, enfermidade.

Castigo, punição, expiação.

8 Tormento, mágoa, sofrimento.

Só de pensar em ter a presença de algumas dessas definições em minha vida me faz correr atrás de um estilo de vida que se distancie disso. Para isso podemos seguir a sugestão de Paulo quando ele diz que devemos fugir dessas coisas para que possamos nos apegar a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança e a mansidão. Todas essas palavras não nos conduzem a atitudes isoladas, mas sim a uma maneira de viver, leve e prazerosa, sem a tirania da sociedade nos possibilitando uma fonte de satisfação inesgotável. O dinheiro como razão de vida nos leva a sermos escravo dele, mas Cristo como nossa razão nos torna livres para uma vida sem muitos “males”.

Uma música do Hillsong (Christ is enought) que tenho ouvido muito diz que “Jesus é suficiente, Ele é a minha recompensa, e tudo o que eu preciso está nEle”. Mateus capítulo 6 diz que temos que buscar o reino de Deus em primeiro lugar e tudo aquilo que necessitaríamos Ele iria nos suprir. Viver na dependência de Deus colocando nossos desejos e anseios diante dele é uma maneira realizadora de viver. Jesus nunca disse que ser um cristão verdadeiro seria ter uma vida próspera, mas sim uma vida satisfeita. Prosperidade não é sinônimo de realização e satisfação, mas um deleitar na presença de Cristo é uma prova de verdadeira vida abundante. De que nos adiante ter o mundo inteiro e perder a nossa alma para a escravidão imposta pela sociedade sobre esse assunto?

Corramos para uma vida de satisfação e suficiência nEle através de uma vida de justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança e a mansidão.

Tiago Vercelino é ministro de Educação Cristã, pastor de adolescentes e QA’s na IBBR.
Escreve para o blog toda quarta-feira. 

A opinião expressa neste blog é responsabilidade do autor.

Famílias fortes, igreja forte!

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Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam… Sl. 127.1

Família, que ainda é a célula máter da sociedade, não perdeu seu valor, porque ele é eterno. Mesmo em meio a uma sociedade relativista, pluralista e hedonista, que insiste em inverter e deturpar os princípios de Deus para a família, sua força ainda é muito maior do que os enfrentamentos diários, os quais tentam denegri-la.

É preciso resgatar alguns conceitos sobre de viver família em pleno século XXI, que traz consigo muitos desafios. Como manter os papéis de cada componente da família? Como manter uma unidade de pensamento, sentimento e planejamento? Talvez outras perguntas possam ser feitas, mas na realidade a resposta vem do texto mencionado. O princípio para a construção e manutenção de um lar equilibrado, harmonioso e feliz é ter como base o Senhor Jesus Cristo. Não há como subsistir num mundo totalmente fora da visão de Deus para família, sem priorizá-lo, ouvi-lo e obedecê-lo.

A parte mais importante em uma construção é a base, sem ela não temos sustentação. Para ter uma família forte, sem medo dos embates cotidianos, a Palavra de Deus precisa ser o nosso alimento diário e a oração é a grande arma para vencer as batalhas internas e externas. Assim, o resultado será uma família praticando o amor ágape, amor incondicional, servindo um ao outro objetivando o crescimento pessoal, emocional e espiritual de cada membro da família.

Creio ser este o empenho maior da IBBR, que visa fortalecer esta visão: CONHECER A DEUS, AMAR AO PRÓXIMO E SERVIR A NOSSA GERAÇÃO; com isso teremos uma igreja forte com objetivos claros e uma caminhada vitoriosa.

Pr. Paulo Eduardo de A. Coutinho

Pastor de Famílias da IBBR

Ame seus filhos, demonstre este amor

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Quando lemos em Mateus 18:1-7, encontramos um modelo de criança no qual Jesus disse para nos tornarmos. Uma criança pura, modelo para a humanidade, onde Jesus é identificado, onde encontramos o mais sincero amor. Mas será que hoje podemos encontrar essa criança que Jesus usou como modelo aos seus discípulos para exemplificar quem seria maior no Reino dos céus? Hoje vemos notícias nos jornais de crianças que são modelos de vida para a sociedade?

Meu coração entristece e chora ao saber que nossas crianças estão perdendo sua essência. Como uma criança mata o pai, corta a cabeça fora e sai andando com ela nas mãos? Eu não estou falando de um filme de terror, meus queridos, estou relatando fatos que ocorreram recentemente! E, vendo isso, muitos devem perguntar: “Onde foi que seus pais erraram?”.

Você pode não encontrar essa criança “monstruosa” dentro da sua casa. E espero que nunca encontre! Você pode se sentir aliviado em pensar que jamais seu filho se pareceria com uma criança assim. Porém, vivemos em uma sociedade que caminha cada vez mais para essa realidade pela falta de estrutura, preocupação e envolvimento das famílias. E nunca conseguiremos reconstruir esta sociedade cruel sem investimos na vida das crianças.

Se vocês, pais, esperam um futuro melhor para seus filhos, comece-o vivendo hoje!

Lá fora, se encontramos crianças que vivem um presente destruído, é porque elas já passaram por um passado pior ainda! Não permita que a infância de seus filhos seja bruscamente amputada. Não deixe que sua essência, sua pureza, o modelo que Jesus nos deixou se perca. Lute por isso! Lute por eles!

Ivone Botelho, em uma palestra, apresentou um modelo ideal de família. Veja abaixo uma breve relação de algumas necessidades básicas da criança. Gostaria que refletisse comigo em cada item.

  1. “Toda criança necessita de pais ajustados emocionalmente e espiritualmente, que amem e demonstrem este amor aos seus filhos.”

Como está sua vida emocional e espiritual? Que exemplos seus filhos têm visto em seu relacionamento com Deus e com o próximo? Reconheça perante eles que você erra, fica preocupado, triste, zangado e saiba pedir perdão também.

  1. “Toda criança necessita de pais amorosos, presentes e relacionais.”

Quanto tempo você tem separado para brincar, conversar e se interessar pela vida de seus filhos? Você é amigo(a) de seus filhos? Seus filhos sabem e sente que você os ama? Verbalize seu amor!

  1.  “Toda criança necessita de casa, comida, vestimenta.”

Você tem proporcionado aos seus filhos aquilo que eles realmente necessitam, ou aquilo que você compensa pela falta de tempo ou carinho? Por outro lado, o quanto nos importamos com as crianças que não sabem direito o que é isto? Nossas crianças sabem repartir o que tem?

  1. “Toda criança necessita ser significante, ter valor, senso de dignidade.”

Um dos maiores erros da igreja é pensar que “as crianças são a igreja de amanhã”, e erram muito mais os pais que preferem não dar o devido valor aos seus filhos, porque eles “ainda” são pequenos. Valorize o que há de melhor em seus filhos, mostre-os o quanto você os admira e aprende com eles.

  1. “Toda criança necessita de limites e disciplina.”

O amor exige disciplina. Não quero entrar na discussão se usa a vara, castigo, ou uma franca conversa. Apenas faça. Com muito amor, é claro!

  1. “Toda criança necessita conhecer a Deus.”

Como eu disse no post anterior, ande com ela NO caminho e não apenas aponte o caminho. Na IBBR, temos oferecido de diversas maneiras oportunidades para as crianças crescerem e conhecerem a Deus. Mas nós apenas fazemos parte do processo, pois vocês, pais, foram escolhidos para essa missão tão linda de apresentar-lhes Deus!

Não vamos permitir que nossas famílias sejam atingidas por essa mancha do pecado que tem rodeado a sociedade. Vamos lutar contra isso. Vamos combater essa realidade tão triste. Nós temos o dever de fazer diferente!

“Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus”. Mateus 5:16

Fernanda Bueno é ex-ministra do Ministério Infantil da IBBR.

A opinião expressa neste blog é responsabilidade do autor.

Veredas Antigas – Fortalecendo Relacionamentos

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Faça parte de mais um Curso da UDF ministrado aqui na Igreja Batista de Bom Retiro. O Veredas Antigas – Fortalecendo Relacionamentos é um seminário com 12 horas de duração.

Quem pode participar?

Qualquer pessoa que deseja alcançar mudanças duradouras em sua vida, em seu casamento ou em sua família. Muitas vezes, notamos padrões desagradáveis e prejudiciais e nossas vidas sem sabermos as causas e até mesmo se podem ser transformados. Este ministério foi criado para ajudá-lo a identificar causas raízes e promover cura permanente às áreas de dificuldade pessoal ou conflito.

Participe! Mais informações na imagem abaixo.

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Por que a PIB Curitiba é um exemplo de construção?

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Ontem participei com muita satisfação da celebração do centenário  da Primeira Igreja Batista de Curitiba, que na mesma ocasião inaugurou seu novo templo com capacidade para 5 mil pessoas muito bem acomodadas confortavelmente, inclusive tratando-se de sistema de som e iluminação. Esta que já foi eleita uma das 10 construções bizarras da cidade de Curitiba agora está finalizada e pronta para novos desafios.

 

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Por que uma construção que leva mais de 30 anos pode ser considerada um exemplo de construção? Algumas pessoas mais desavisadas podem imaginar que fazer um templo não deveria demorar tanto e que existem igrejas que fazem salões muito maiores em um período muito menor. Verdade, existem igrejas e igrejas, e a PIB de Curitiba é diferente. Passo a relatar algumas informações que não são de conhecimento geral ou até mesmo do povo evangélico.

A igreja batista é congregacional, isto é, suas decisões e gerenciamento macro passam obrigatoriamente por Assembleias Gerais das quais todos os membros tem direto a voz e voto. Isto significa que as decisões são sempre da igreja local de maneira totalmente autônoma. Além disto, a igreja batista por definição se importa sobremaneira com educação Cristã e com Missões (evangelismo no estado, país e mundo). O orçamento mensal de uma igreja batista deve sempre atender a todas estas demandas de maneira equânime e fiel a vocação cristã que recebeu. Isto é, se a PIB de Curitiba fosse uma igreja que se preocupasse em juntar gente no mesmo lugar para construir um templo, já teria terminado há muito anos esta construção, mas a PIB Curitiba é diferente.

Esta igreja não cabe num templo, como bem pregou seu pastor na noite de ontem, é uma igreja que valoriza pessoas e tem desde o seu mais alto escalão de liderança provado que o cuidado com pessoas e com a sociedade é agenda prioritária em seus mais de 150 ministérios (formas dos voluntários servir a Deus servindo pessoas). Tenho testemunhado nestes últimos 30 anos de uma igreja que consegue ser comprometida com as mais puras tradições cristãs, sejam litúrgicas ou doutrinárias e permanecer relevante e dinâmica nas respostas que o mundo contemporâneo faz.

Por que faço esta “defesa” da PIB Curitiba? Primeiro porque meus pais casaram lá há 39 anos e antes de me batizar frequentei até meus 6 anos de idade, isto é, tenho uma gratidão pessoal. Segundo porque quando digo que sou pastor batista me perguntam se sou daquela igreja grande do Batel, ao que num primeiro momento sempre respondo que sim, para em seguida passar a explicar melhor o que é ser batista. Ser identificado com a PIB de Curitiba tem me oportunizado mais possibilidades de servir pelo reconhecimento que esta igreja tem na cidade. E por último porque a PIB é grande, e pode sim influenciar politicamente os órgãos públicos a tomarem decisões mais justas e éticas (inclusive morais) sem precisar se misturar com partidarismo. Somos uma voz na cidade que merece ser ouvida, e a PIB é um cartão de visitas como povo evangélico.

A última consideração é quanto a comodidade implantada e aos custos da obra. Neste ponto uso o seguinte critério: isto é de foro íntimo da comunidade local e só. Quando viajo de férias não fico prestando contas para ninguém o quanto gastei e porque gastei, meu compromisso é permanecer fiel nos meus investimentos pessoais (contas corriqueiras) e meus compromissos com o reino (missões e ofertas). Se sou fiel nestas coisas, ninguém tem que opinar como gasto meu dinheiro que é minha responsabilidade administrar. E a PIB Curitiba é um exemplo de fidelidade denominacional, contribuindo fortemente com igrejas menores que precisam de apoio para sua manutenção e de projetos missionários. Tanto no Paraná, como no Brasil, como no Mundo todo. Por isso, não me sinto no direito de questionar quanto dinheiro eles gastaram para deixar o templo mais bonito, confortável e funcional. Acho que se você não é membro lá, também não deveria.

Hoje sou pastor de uma igreja filha da PIB, nossa igreja, Igreja Batista de Bom Retiro, se alegra com a sua mãe, que tanto nos inspira a continuar sendo luz e sal e a ter as prioridades no lugar certo, ainda que viremos chacota pela demora em uma construção, permanecermos fiéis ao nosso verdadeiro chamado que é proclamar o Evangelho da Graça do nosso Senhor Jesus Cristo.

Parabéns Primeira Igreja Batista de Curitiba, sua vitória também é nossa!

 

 

 

Maria e José – pais exemplares

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Estive em Águas de Lindóia – SP participando do 41º Encontro da Sepal para pastores e líderes. Deus me presenteou com aquela semana através do investimento da minha igreja e estou muito feliz com esta oportunidade!

O tema deste ano foi “Uma igreja chamada Família”, e entre diversas palestras, seminários e pregações, gostaria de compartilhar um dos temas que falou ao meu coração.

José e Maria. O que podemos aprender com este casal? Pais que muitas vezes passam despercebidos de nossos olhares quando estudamos e contemplamos o nascimento de Jesus. Em Lucas 2 e Mateus 1 temos registrado este acontecimento tão maravilhoso e marcante para a história da humanidade.

Foi no seminário de terça-feira, com a Ivone Botelho que eu tive a oportunidade de aprender um pouco mais sobre este modelo de pais e sei que você também poderá aprender e aplicar na sua vida.

Se nos colocarmos na situação deles, logo percebemos que não foi tão fácil e cinematográfico como as ilustrações e filmes nos mostram. As mulheres que adulteravam naquela época, cometiam um crime e deveriam pela lei serem apedrejadas como punição, mas José sabia muito bem que não havia tido relações íntimas com sua noiva. Ele deve ter se sentido confuso, envergonhado, humilhado, mas confiou plenamente na provisão de Deus. Maria sentiu-se privilegiada, pois sabia que aquele filho era especial, mas também tinha consciência de que este filho não era dela.

AMOR e ACEITAÇÃO. São as primeiras coisas que podemos aprender com estes dois. Mesmo não sendo filho deles, José e Maria amaram e aceitaram Jesus como seu filho e cumpriram com excelência a missão dada pelo Senhor. Sejam fiéis e zelosos na responsabilidade dada por Deus em criar e instruir seus filhos. Aceite e valorize as diferenças de cada criança, lembrando-se que se Deus os criou, somente Ele é quem possui a fórmula! Busquem sempre no Criador a sabedoria que vocês precisam.

EDUCAÇÃO. Eles educaram Jesus nas Escrituras Sagradas. Transmitiram os valores da Palavra de Deus ao coração daquela criança. Jesus foi um homem perfeito, mas antes disto ele era uma criança e precisou de cuidados básicos que toda criança precisa. Muitos dos pais hoje, infelizmente entregam seus filhos às escolas e igrejas para que eduquem seus filhos. Queridos, a responsabilidade é sua e só terá eficácia na vida de seus filhos se eles enxergarem em você as palavras que diz.

Em Provérbios 22:6 “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.” A Bíblia diz para que você eduque seus filhos NO caminho, isso implica em você pegar na mão dele e caminhar junto, não apenas apontar o caminho. “Criança ouve com os olhos” (Pr. Neil Barreto).

CONFIAÇA. José e Maria sabiam que Jesus era uma criança especial, mas não tinham ideia do quanto e como ela era. Mas eles confiaram em seu filho. Depositaram nele a esperança de que um dia Jesus se tornaria um homem bom e que cumpriria sua missão. Lembram-se de quando seus pais perderam Jesus em Jerusalém e muito (mas muito mesmo) tempo depois foram acha-lo no templo? Quando o encontraram, Jesus estava no templo sentado entre os mestres. Imagino que eles não sentiram a ausência de Jesus nos três dias de viagem simplesmente porque eram desligados. Eles confiavam tanto em seu filho que nem se deram conta da sua ausência no trajeto (levando em conta o contexto das viagens daquela época). Instrua seus filhos, deem responsabilidades e demonstrem que vocês confiam neles sempre que possível.

RESPEITO e AMOR. Duas palavras que poderiam mudar a história da humanidade. Se dentro das famílias nossas crianças recebessem de maneira clara o amor e fossem respeitadas, muitas delas não se tornariam “órfãos de pais vivos”.

Amar seus filhos, talvez para vocês pais, isto seja óbvio. Mas seus filhos sabem disto? Sabem todos os dias o quanto vocês os amam e sentem-se felizes por estarem na vida de vocês? Somos falhos muitas vezes em expressar nosso amor ao partir do princípio que o outro já sabe. A criança precisa saber disto claramente através do abraço, do beijo, do colo, do cafuné e verbalmente.

“José e Maria foram pais que amaram a Deus verdadeiramente. Pais que amaram um ao outro. Pais que amaram seu filho.” (Ivone Botelho)

 

Fernanda Bueno é ministra do Ministério Infantil da IBBR.
Escreve para o blog toda quinta-feira.

A opinião expressa neste blog é responsabilidade do autor.

Isso precisa acabar

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Um mês e meio atrás, às vésperas dos 50 anos da ditadura militar, meu primo, Pastor Diogo Da Hora escreveu o seguinte:

Em uma política de violência, medo e repressão, todos são vítimas. O resultado é um Estado que age pela repressão e não pela conscientização, adotando métodos ilegais e desumanos, que leva seus cidadãos a se tornarem terroristas e guerrilheiros contra a própria instituição que os representa, gerando uma guerra onde quem perde tudo são os civis, que deveriam ser defendidos pelas instâncias em guerra. A graça de Deus nos ensina a encerrar em nós o ciclo da violência em prol do próximo, mesmo que seja injustiça contra nós (Mt 5.38-42). A solução da violência, do medo e da repressão é o oposto àquele que Jesus veio ensinar na terra.

Que guerra burra e desnecessária. Os chamados justiceiros estavam sendo aplaudidos pela sociedade, a imprensa estava criticando o governo e em certos momentos apoiando estes justiceiros. Amarrar e espancar ladrões, pendurar político no poste, devastar prédios públicos e a população se armar passou a ser normal.

Voltou a se tornar comum a frase: “bandido bom, é bandido morto”. Por mais indignados que estejamos seriam corretas estas atitudes em nome da justiça? Buscar a justiça dentro de uma injustiça causada pelo nosso governo não é direito nosso?

biblia diz: “bem aventurados aqueles que tem fome e sede de justiça”, mas também afirma que vingança pertence a Deus. Então como reagir diante desse caos humanitário?

Acredito que Paulo nos dá uma boa resposta quando ele fala na carta ao romanos no capítulo 12 verso 21: “Não te deixes vencer do mal mas vençam o mal com bem”. Somos obrigados como cristãos a encerrar esse ciclo de violência. Amar é o maior do mandamentos, devemos buscar o dom perfeito do amor, sermos altruístas, buscarmos a justiça através da paz, com ações de misericórdia, dar o pão da vida as pessoas, viver como o Jesus de Nazaré, se compadecendo dos perdidos.

Jesus sabia e conhecia a vida que o ladrão da cruz teve, porém, não quis condená-lo, preferiu amá-lo deixando-o morrer na cruz como resposta a seus crimes, mas o livrando da condenação eterna.

Infelizmente, só paramos para pensar nisso quando uma inocente morre, acusada injustamente, confundida com outra pessoa. Nenhuma das duas mulheres mereciam morrer muito menos a inocente. Uma família em luto no Guarujá, e uma sociedade em luto pela sua pátria que dia-a-dia morre por ela mesma.

Ora o governo mata, ora a polícia mata, ora o povo mata e assim caminha a humanidade em um mundo corrupto, onde somente um cristianismo verdadeiro é a solução.

Tiago Vercelino é ministro de Educação Cristã, pastor de adolescentes e QA’s na IBBR.
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