2014 fevereiro

O que eu aprendi com Ana

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Ultimamente tenho pensado muito sobre oração, sobre leitura diária da bíblia. Algumas pessoas ao meu redor me fazem questionar e enxergar como estão estas duas coisinhas na minha vida. Parece muito simples. Eu preciso orar e ler a bíblia para me relacionar com Deus, foi isso que eu aprendi desde pequena. “Leia a bíblia e faça oração se quiser crescer” – crescer em que? No que? Para que? Essas últimas três perguntas me mostram como eu cresci em idade e já não sou mais aquela criança que cantava, orava e lia a bíblia simplesmente porque ela queria crescer. Não sabia direito em que, no que ou para que, mas ela crescia.

Não vou ser tão má comigo mesma e dizer que parei de crescer porque nos últimos meses (ou anos) tenho relativizado crescimento e relacionamento com Deus. Eu sei que posso me aproximar e relacionar com Deus por outros meios também. Quando amo meu próximo, quando aproveito a natureza, quando passo tempo com minha família. Sei que nestes momentos também estou crescendo e Deus se alegra disso. Mas e orar e ler a bíblia? Onde isto entra na minha rotina? Hoje quero falar somente da oração.

crianca-orandoJá ouvi muitas vezes dentro da igreja aquele comentário: “conhece fulana? Aquela é uma mulher de oração!” E eu fico pensando o que leva alguém a fazer este comentário. Ok, às vezes nós sabemos que uma pessoa ora bastante, gasta horas orando na igreja ou em casa ou, ainda, pelos outros. Mas o que me faz uma mulher de oração? Aquela mesma pessoa “de oração” tem demonstrado crescimento? A medida que eu oro, eu cresço – cresce minha fé, meu amor pelos outros, cresce minha misericórdia, cresce minha compaixão… Será que temos realmente sido mulheres de oração? Temos nos relacionado com Deus de uma maneira tão sincera e humilde ao ponto de crescermos?

Quem me levou a pensar nisto foi Ana. Ana, esposa de Elcana, mãe de Samuel. Logo no começo do livro de 1 Samuel podemos ver que Ana orou mesmo quando estava amargurada e chorava abundantemente diante de Deus. Mesmo assim, ela orava. E o que me chama atenção são os versículos 12 e 13:

Demorando-se no orar perante o Senhor, passou Eli a observar-lhe o movimento dos lábios, porquanto Ana só no coração falava.” (1 Samuel 1.12 e 13)

Ana orava no coração e só Deus sabia de sua angústia, sabia do seu pedido, sabia da sua oração. Eli quando a observou chegou a pensar que ela estava embriagada, pois só mexia os lábios, não saía voz. Eu espero ser mais como a Ana. Que mesmo desanimada, mesmo nos dias amargurados e sem muita esperança, cresce. Cresce ao colocar seu coração nas mãos de Deus e não ter medo em ser sincera e ousada.

Quando não se tem vontade de orar, de separar um tempo no meio da correria do dia, só você e Deus, que nestes momentos sejamos sábias e coloquemos com sinceridade nossos corações aos pés de Jesus. Sem medo de chorar, sem medo de assumir que queria estar fazendo tantas outras coisas e não é fácil parar o ritmo frenético. Aprendi com um amigo que a sinceridade na minha conversa com Jesus vai me fazer não querer mais parar de conversar com Ele. E é verdade.

Depois de aprender isto com Ana, no versículo 18 ainda do capítulo 1, diz assim: “…e o seu semblante já não era mais triste”. Ana foi sincera, Ana colocou seu coração aos pés de Jesus, teve fé e foi ousada para pedir o que desejava. Ao mudar de semblante eu vejo o crescimento dessa mulher. E, assim, eu lembro novamente da música “leia a bíblia e faça oração se quiser crescer”.

Suelen Lorianny é ministra de comunicação na IBBR.
Escreve para o blog toda sexta-feira.

A opinião expressa neste blog é responsabilidade do autor.

No caminho que deve andar

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Recentemente postei na página do Ministério Infantil IBBR um artigo sobre “10 dicas para educar seu filho para o futuro profissional” (http://educarparacrescer.abril.com.br/). Lendo o texto, fiquei pensando se assim como os pais se preocupam com o futuro profissional de seus filhos, também se preocupavam e estavam dispostos a investir no futuro do envolvimento e amor das crianças por sua igreja.

Lembro-me de quando era pequena e dos momentos que passava na igreja. Os dias de almoço e reunião da liderança eram ótimos motivos para eu me aventurar e explorar aquele lugar tão gostoso enquanto esperava minha mãe. De exploradora passei a ter compromissos como secretária dos juniores e, logo adiante, líder de um pequeno grupo de adolescentes. Em seguida, fui escalada como auxiliar do cultinho infantil e por aí vai.

Tenho quase certeza que minha mãe não leu um artigo dizendo “10 dicas para educar seu filho a ter compromisso com a igreja”, mas sempre senti a sua preocupação em me mostrar a importância de pertencer a uma igreja – diferente de estar em uma igreja.

Hoje me preocupo quando vejo algumas crianças indo para igreja sem saber o real motivo de estarem lá. Pior ainda quando sinto que seus próprios pais ainda não entendem isto. Entristeço-me em ver a falta de compromisso que as famílias estão deixando de herança para nossos pequenos.

Não pretendo listar 10 dicas para fazer com que seu filho(a) ame a igreja e tenha um coração de servo. Primeiro, porque ainda não sou mãe e corro um grande risco em me basear na teoria que as vezes não conseguimos viver na prática. Segundo porque entendo que não seriam regras que os levariam a este amor.

Minha intenção hoje é fazer com que você reflita no que tem vivido e transmitido aos seus filhos. Saiba que eles apenas reproduzem o que estão vendo em você! Se vir a igreja é um ato mecânico, sem amor; se há pessoas precisando da sua ajuda, mas você tem outros compromissos mais importantes que o Reino de Deus; se você pensa que deixa seu filho na “classinha” apenas para que alguém cuide, tenha certeza que ele fará disto um exemplo e este ciclo talvez nunca acabe.

Servir a Deus é uma consequência do amor e compromisso que temos com o Senhor. Seus filhos farão isto se virem em você atos de amor e serviço pela igreja. Se eles sentirem que seus pais pertencem a uma família chamada igreja – que vai muito além das quatro paredes –, crescerão defendendo esta causa e sempre se lembrarão do exemplo que viram em vocês!

Se hoje eu amo tanto o que faço e tenho prazer em fazer parte da família IBBR, devo muito ao exemplo de vida, servindo o Reino de Deus, que minha mãe me deu.

“Eduque a criança no caminho em que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele.” Provérbios 22:6 (NTLH)

 Fernanda Bueno é ministra do Ministério Infantil da IBBR.
Escreve para o blog toda quinta-feira.

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A diferença entre uma criança e um adulto

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Uma característica marcante na instabilidade espiritual começa com indisposição em aprender. Normalmente nos achamos muito prontos para a vida cristã e nos esquecemos que viver o evangelho de Cristo é uma constante que não termina. Devemos fugir da soberba de pensarmos que de alguma forma podemos viver uma vida sem a busca de conhecimento adequado da palavra.

Quanto a isso, temos muito que dizer, coisas difíceis de explicar, porque vocês se tornaram lentos para aprender. De fato, embora a esta altura já devessem ser mestres, vocês precisam de alguém que lhes ensine novamente os princípios elementares da palavra de Deus. Estão precisando de leite, e não de alimento sólido! Quem se alimenta de leite ainda é criança, e não tem experiência no ensino da justiça. Mas o alimento sólido é para adultos, os quais, pelo exercício constante, tornaram-se aptos para discernir tanto o bem quanto o mal.  - Hebreus 5.11-14

Esse texto nos ilustra muito bem a realidade destacada a cima. O autor de Hebreus usa a expressão “lentos para aprender”, que significa literalmente ser preguiçoso, descuidado. A perda de interesse para com a necessidade de estudar a palavra ou se firmar em um crescimento continuo caracteriza uma falta de maturidade cristã. O texto continua falando que na verdade os hebreus já deviam ser mestres mostrando que não eram novos convertidos, mas ainda sim insistiam somente na absorção dos princípios elementares da palavra de Deus.

Essa percepção nos leva a refletir nossa condição como “maduros na fé”. Muitas vezes temos concepções e conceitos que nos dão o status de maduros e experientes, mas a falta de empenho e preguiça espiritual nos leva a sermos comparados a crianças. Crianças que se alimentam de leite espiritual, que discutem ideologias cristãs, mas se baseiam na informação de pastores e denominações, exercitando uma fé burra, baseada na opinião dos outros e não em um estudo direto e da palavra de Deus.

Portanto digamos não a instabilidade espiritual, não sejamos inexperientes na palavra, e não nos conformamos com a infantilidade cristã, mas busquemos ser adultos no que diz respeito a maneira como nos alimentamos da palavra de Deus. Buscar o alimento sólido que vem das Sagradas Escrituras, do sincero exercício de uma leitura, observação e interpretação saudável da bíblia, afim de sermos verdadeiros mestres da justiça da Deus, discernindo o bem do mal, sendo luz para o mundo para que não caiamos (Hb 6.4) e desonremos publicamente a Jesus (Hb 6.6) o alvo primordial de nossa fé e dedicação.

 

Tiago Vercelino é ministro de Educação Cristã, pastor de adolescentes e QA’s na IBBR.
Escreve para o blog toda quarta-feira.

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Quantas mulheres eu conheci

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Gosto de pensar em referências. Se hoje eu sou uma mulher assim – jornalista, cristã, engajada, que gosta de viajar, estudar, ler, dormir, sair com os amigos –, provavelmente tive algumas mulheres durante a minha vida que me inspiraram a ser assim. Vejo que sou um pouco de muitas mulheres. Minha mãe me influenciou ao ir para igreja, Simone Beauvoir é minha influência para me posicionar na sociedade, algumas amigas me influenciaram nos estudos e na importância da leitura diária. Sem contar as autoras ou personagens que foram essenciais na minha formação.

Ainda admiro muitas mulheres. Ainda quero ser um pouco de tantas. E não é negar minha própria identidade ou simplesmente querer copiá-las, mas buscar aprender com quem me mostra particularidades tão bonitas no viver.  Quero poder ser uma boa mãe como a Rafaela, quero saber argumentar como a Luma, quero amar meus filhos como minha mãe, quero não aceitar injustiças como a Aline, quero ter coragem e compaixão como a Madre Tereza, quero amar meu futuro marido como a Carol, quero me vestir como a Jessica, quero saber aproveitar meus momentos sozinha como a Flavia, quero escrever como a Clarice. Essas são algumas mulheres que eu pude conhecer pessoalmente – tudo bem, a Clarice eu só conheci em uma peça sobre a sua vida, mas a atriz Beth Goulart interpretou tão bem, que até parecia a própria autora falando de suas poesias – e foram extremamente influentes para mim.

Mas hoje eu queria falar sobre mulheres que eu não conheci, que eu não pude abraçar, que eu não pude encontrar para contá-las como foram especiais e fazem diferença na minha vida. Vou falar da Ana, Rebeca, Rute, Maria, Dorcas, a samaritana, a viúva pobre, Ester, Miriã, Raabe, Eva. Escreverei sobre cada uma durante as minhas publicações por aqui. No entanto, hoje quero somente agradecê-las. Agradeço pela participação que tiveram na história, por terem nos representado enquanto mulheres de uma maneira tão bonita, tão forte, tão sutil, tão sábia. Com a leitura dos evangelhos é possível resgatar o protagonismo de algumas mulheres na vida de Jesus, com a leitura do antigo testamento, podemos resgatar a atuação essencial das mulheres antes da vinda de Jesus também. Desde o início, desde gênesis.

Muito obrigada pela coragem que tiveram ao fazer história, ao se disporem. Espero, um dia, também ter um pouquinho de vocês em mim.

Suelen Lorianny é ministra de comunicação na IBBR.
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Eternamente responsáveis

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” Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas” – Antoine de Saint-Exupéry

Tenho quatro sobrinhos e todo final de semana me deparo com umas 30 crianças iguais a eles em meu trabalho.  Às vezes paro só para ficar observando suas atitudes e como reagem diante de diversas situações. Me divirto com a simplicidade de resolverem certas coisas e me assusto em como dominam  coisas tão complexas (como um macbook). Vibro com a alegria que elas encontram em coisas tão simples e como a vida para elas é mais prazerosa e dinâmica!

Tento aprender com as crianças a cada dia e vejo que ainda estou muito longe de ser aquela criança que eu um dia fui. Aquela menina que só se preocupava em arrumar a mochila da escola e com quem iria brincar depois de fazer a tarefa.

Quando olho para a criança que eu era e comparo com as que convivo hoje, me entristeço em saber que elas estão muito distantes. Onde foram parar os jogos de pique esconde, bets, amarelinha, bola queimada, casinha desenhada com cacos de tijolo no meio da rua? Onde foram parar as tardes de sessão da tarde com bolacha recheada e copo de achocolatado? Cadê a cordinha amarrada de um portão ao outro na hora do vôlei? Onde foram parar minhas risadas bobas e meu olhar simples das coisas complexas?

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Foto: André Grochowicz

Muitas destas coisas meus sobrinhos nunca ouviram falar e nem tem ideia do que eu esteja falando. Mas eles sabe muito bem o que é diversão, alegria genuína, simplicidade de falar o que pensa (até em horas não apropriadas) e o desapego a uma agenda sobrecarregada, cheia de pressões.

Que criança eu meu tornei? Que criança elas se tornarão? O que eu tenho feito para que eles não percam sua essência ao longo dos anos, das rugas e cabelos brancos? Que valores tenho passado para estas crianças que me tornei “eternamente responsável”?

Que valores valem a pena deixarmos para eles? Nossa ética profissional, nosso linguajar, a atitude no trânsito, o respeito com os idosos e o estender a mão a um necessitado, tem beneficiado a nossa influencia sobre estas vidas tão simples e em formação?

Deixo aqui estas questões a vocês pais, educadores, tios (como eu), a você também, vizinho ou amigo da família. Você que de alguma forma é observado por uma criança e, querendo ou não, percebendo ou não, está sendo uma referência de padrões para estes pequenos.

Preste atenção, porque sempre tem algum (a) pequeno (a) de olho em você e você se torna eternamente responsável por isso!

Fernanda Bueno é ministra do Ministério Infantil da IBBR.
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A necessidade de saber interpretar a bíblia

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B. B. Warfield disse: “A bíblia é a Palavra de Deus de tal maneira que, quando a bíblia fala, Deus fala.” Esta afirmação de Warfield nos remete a tamanha importância que devemos dar às Sagradas Escrituras.

Semanalmente em nossas igrejas somos desafiados a ter uma vida de leitura diária de nossas bíblias, momento muito importante, tendo em vista a correria do dia-a-dia. Mas será que podemos basear a nossa fé e vida cristã simplesmente nessa leitura corriqueira? Quais são os perigos de uma leitura irresponsável da bíblia? Somos totalmente nutridos daquilo que precisamos diariamente?

Em Oséias 6.3 somos convocados a conhecer a Deus e buscar conhecê-lo cada vez mais. Paulo exorta Timóteo a permanecer e se empenhar naquilo que ele tinha como Palavra de Deus (2Tm 3.15). Esdras tinha a boa mão de Deus sobre ele, pois se dedicava no estudo, prática e ensino da lei (Es 7.10). O conselho de Deus para Josué no momento de assumir o povo foi para que meditasse na lei de dia e de noite.

São inúmeros os momentos que indicam a necessidade do cristão na dedicação saudável à leitura bíblica. Lemos e nos dedicamos tanto na hora de assinar um contrato, defender uma ação judicial, interpretar um texto para uma prova. A. W. Tozer disse que “o tamanho da noção que você tem de Deus necessariamente determinará sua qualidade de vida”.

Certa vez um professor comparou um leitor comum da bíblia como uma pessoa que adora ver filmes, mas infelizmente os assiste todos em preto e branco, porém aquele que se dedica na leitura, estudo e interpretação correta da bíblia é semelhante a primeira pessoa que adora ver filmes mas assiste os mesmos filmes em colorido com uma imagem full HD. Perdemos o melhor de Deus para as nossas vidas ao fazer uma leitura irresponsável e irreverente da Palavra, deixamos de aproveitar a vida em “full HD” que Deus tem para cada um de nós.

Tendo em vista essa realidade, quero propor três motivos pelos quais devemos interpretar a bíblia com atenção.
1. É essencial para a compreensão e para o ensino correto da bíblia. Se não interpretarmos corretamente a bíblia poderemos ser facilmente enganados por falsos mestres. Podemos também ensinar pessoas algo errado ou prometer algo a alguém que a bíblia não promete, um exemplo disso é ensinar que Colossenses 1.15 onde diz que Cristo “é o primogênito da Criação” está ensinando que Ele foi criado, quando na verdade o texto ensina que Jesus é o Herdeiro, assim como se acontece em uma herança familiar.

2. A interpretação da bíblia é uma etapa essencial que sucede à observação. Muitos de nós em nossas leituras temos a mania de observar o conteúdo bíblico e transmiti-lo sem antes verificar o que ele realmente está dizendo. A observação nos leva a descobrir, interpretar nos leva a digerir. Aprender sem refletir nos levará a conclusões absurdas a respeito dos ensinamentos de Deus. 2 Timóteo 2.15 nos mostra que não devemos somente conhecer o texto, mas sim manejá-lo bem.

3. A interpretação da bíblia é essencial para a sua aplicação correta. João 5.39-40 relata Jesus exortando os fariseus em relação ao estudo minucioso que eles tinham da lei, porém não entendiam nada já que não sabiam aplicá-la corretamente. Ler a Bíblia e aplicá-la de maneira errada significa que na verdade não se aprendeu nada a respeito do que leu. Jesus nos convida, a partir do estudo da bíblia, a ter uma vida plena de satisfação. Qualquer coisa diferente disso provem de má interpretação.

O desafio não é ser um conhecedor da bíblia, mas sim um bom interprete, fugir do farisaísmo em direção a uma vida cristã prospera e saudável. Se um dia perguntarem a você “entendes o que lês?”, a mesma coisa que Felipe perguntou para o eunuco em Atos 8, qual será a sua resposta? Espero que a sua resposta seja: sim!

Tiago Vercelino é ministro de Educação Cristã, pastor de adolescentes e QA’s na IBBR.
Escreve para o blog toda quarta-feira.

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Novo ano, novas oportunidades.

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ovo-pintinho-casca-filhote-1307388801637_560x400Quanto tempo dura algo novo? Não estou falando da durabilidade de um equipamento ou produto. Estou falando de quanto tempo podemos considerar algo ainda como novidade? Quanto tempo dura um corte novo de cabelo? Um celular pode ser considerado ainda novo, ou um sapato ainda é a novidade da sua semana?

 

Se somos resistentes a mudanças, também gostamos muito do cheiro de carro novo ou de desempacotar aquela televisão nova e passar horas tentando aprender a usá-la. O novo traz consigo o paradoxo do medo e da atração. Experimentar uma fruta nova traz um misto de apreensão e de expectativa de ser surpreendido.

Jesus em uma das suas conversas com um mestre da sua época oferece uma nova vida. Depois de alguns argumentos teológicos sobre o que seria necessário para ter esta nova vida, nascer de novo, nos termos desta conversa entre mestres, Jesus diz: “Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.” João 3:21. A ilustração que Jesus faz do que é nascer de novo é como uma pessoa que está andando no escuro. Numa expansão da ilustração poderíamos imaginar um vila que viveu na penumbra durante muitos anos, até que chega a luz elétrica, e quanto a luz chega não são as realidades que mudam mas a percepção da realidade ao redor que simplesmente nunca mais será a mesma.

Jesus está oferecendo a si mesmo como um modelo de vida e de verdade que nos introduz nesta vida nova que só pode ser experimentada a partir da chegada desta luz. Isto e fácil de perceber através da experiência do perdão. Alguém que não pediu perdão ou não perdoou atrai sobre si uma escuridão na alma. Jesus oferece o modelo 70 vezes 7, ou infinitamente o que acende uma luz e coloca a pessoa numa experiência de um novo tipo de vida, uma nova vida.

Nascer de novo é ser batizado pelo Espirito de Jesus, quando somos mergulhados na vida que Jesus oferece experimentamos o novo. O processo envolve um certo medo que sempre precede um passo inédito, mas também oferece o prazer da descoberta e do crescimento. E o melhor é que esta vida que Jesus oferece permanece sempre nova, ela não é como um corte de cabelo que cai em desuso, mas o cheiro de novidade está sempre presente. Faço o convite para que você como aquele mestre em Israel se deixe mergulhar nesta luz e começar a viver um vida de verdade que os passos de Jesus nos oferecem.