2013 agosto

Entre a religiosidade e a vida comunitária

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O movimento dos ‘sem igreja” cresce notavelmente. Não é um movimento rebelde ou mesmo prepotente. Em sua grande maioria, as pessoas que aderem a este estilo de vida se declaram cristãos, praticam os ensinamentos do evangelho e teologicamente não se diferenciam da maioria das denominações em nosso tempo, apenas decidiram viver suas vidas a parte de qualquer estrutura religiosa, inclusive das igrejas institucionais que passo a chamar aqui de igreja local.

Compreendo claramente seus anseios, que é basicamente experimentar um relacionamento com Deus e com seus irmãos da fé sem filiação formal a uma estrutura que pode roubar-lhes a espontaneidade e lançar-lhes num ambiente vazio e sem significado chamado religiosidade. É um caminho. É preciso respeitar. Os chamados Pais da espiritualidade já fizeram isso há muito tempo. Se estão certos ou errados, o tempo vai dizer.

Mas enquanto o tempo não julga, quero refletir sobre o tema. Seria esta a via mais correta? Como pastor de uma igreja local já podem imaginar que minha resposta é não. Mas não é apenas por isso e sim porque realmente creio na igreja, não apenas na invisível e intangível, que prescinde de placas e CNPJ, mas na visível, estruturada, institucional e por isso criticável. Os riscos de se pertencer a uma igreja local são imensos, afinal seremos expostos a uma série de compromissos que não estão nas Escrituras. São convenções humanas que foram estabelecidas para o bom convívio. Ou você já achou na sua Bíblia que o culto deve começar as 10h da manhã de domingo logo após a EBD? Relaxe! Sim, é uma estrutura humana que é organizada por pessoas que falham e estão sempre se corrigindo e pedindo perdão.

Um dos textos que mais gosto sobre o tema é quando Paulo fala que é necessário que existam divisões dentro da igreja:

Em primeiro lugar, ouço que, quando vocês se reúnem como igreja, há divisões entre vocês, e até certo ponto eu o creio.
Pois é necessário que haja divergências entre vocês, para que sejam conhecidos quais dentre vocês são aprovados. 
1 Coríntios 11:18-19

Não, não estou defendendo rebeldia ou mesmo partidarismo. Mas o que penso ser lindo na reflexão de Paulo é que na igreja existe algo mais profundo do que nossos gostos pessoais, e haverão divergências em todo o tempo! E é neste momento que teremos a oportunidade de exercitar este algo mais profundo que é o amor ao próximo, no caso seu irmão dentro da igreja, atitude que o Paulo vai chamar de APROVADO.

Como experimentar isso sem se comprometer com estruturas? Sim, estruturas cheias de falhas e defeitos. Que muitas vezes é o ambiente da graça, mas às vezes não. Mas é lá que temos a oportunidade de sermos provados e aprovados. É fato que muitos que estão dentro das igrejas locais hoje não tem este tipo de senso crítico e passam a idolatrar as estruturas e fazem dos seus ritualismos a sua fé, por isso experimentam uma fé vazia e sem sentido, que os “sem igreja” abominam e eu também.

Mas é também lá na instituição que sou semanalmente incomodado a me adaptar ao programa de ensino da igreja, aos horários da igreja, as regras humanas da igreja e as pessoas que compõem a liderança da igreja. Isto tudo me ajuda a pautar a minha vida e cria um espelho de como anda a minha fé. Você talvez diria que deveríamos poder viver sem estruturas e numa fé simples e sem igrejas locais formais. Quem sabe um dia, quando nossa fé for suficiente, por enquanto, vamos ficar com o conselho do escritor de Hebreus:

Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia.  Hebreus 10.

Osmar Gomes

Sepal – Max e Pri

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               No dia 15 de novembro, na cidade de Gramado, ocorreu o enlace matrimonial entre Maxwell Gonçalves e Priscila Figueiró diante de familiares, amigos do casal e parte da PAC que estavam  presentes nos jardins do Janz Team (Seminário Teológico Interdenominacional).

                Podíamos ver a emoção estampada na face de nosso querido Rodrigo e Márcia Figueiró (pais da “Pri” como todos a chamam) que conduziram sua linda filha até ao altar onde Max entre lágrimas a esperava.
                 O texto bíblico para a palavra pastoral foi Apocalipse 21:9 , apenas a segunda parte, onde o anjo convida João a ver a noiva, a esposa do Cordeiro. Desde o Gênesis até o Apocalipse a Bíblia nos mostra a relação existente entre “um” Deus que sempre buscou a humanidade afim de reconciliar ela consigo. Interessante que Paulo faz a analogia da noiva-Igreja    e o noivo-Jesus; e que este Noivo, por amor a Sua amada, lhe serve até a morte e morte de cruz. Agora a noiva espera com expectativa o retorno do Seu amado que virá nas nuvens para buscá-la para as Bodas.
                  Assim Deus, também, chama o homem para cuidar de sua amada esposa no Santo Matrimônio amando-a como Cristo ama a Igreja  sendo ela(a mulher) ”…parte mais frágil…” (I Pedro 3:7)que ,por sua vez, ame seu marido submissa a ele e a Cristo (Efésios 5:22).
                   O casamento está em crise, nos dias atuais, porque muitos tem esquecido , inclusive dentro da própria Igreja, dos conselhos vindos de Deus para o coração da família. Dardos inflamados de um mundo inimigo de Deus tem atacado diretamente esta instituição divina que veio lá do Éden. Discursos machistas e feministas tem corroído os valores de um casamento segundo o coração de Deus e a única maneira de cuidarmos de nossa família é corrermos para o centro da vontade de nosso Senhor.
                   Max é ministro de louvor da PAC e foi um dos responsáveis pela criação da liderança da JACA (Juventude Anglicana de Cachoeirinha) e Priscila, a nossa Pri, desenvolveu um projeto onde criou o ministério de dança junto à nossa congregação. Depois de casados estes servos do Senhor estarão servindo o Corpo de Cristo como missionários da SEPAL na cidade de Curitiba.
                    A PAC deseja à nova família, que continuará ligada a ela, as mais ricas bênçãos advindas de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
                     Como pastor deste casal quero externar publicamente minha alegria em poder celebrar esta união afirmando que os mesmos estarão, sempre, em minhas orações.

Verdadeiramente Livres

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“Portanto, se o Filho os libertar, vocês de fato serão livres.”Jesus, o Cristo

em João 8.32

Este mês comemoramos o dia da independência do Brasil. Éramos de Portugal, e às margens do rio Ipiranga D. Pedro II bradou: “- Independência ou morte!” Um grito de liberdade, de poder dizer que agora quem manda em nós somos nós mesmos. A história é muito mais complexa, e mesmo em tempos de democracia isto pode ser questionado.

Mas quero usar este tema quase que alegoricamente para falar de liberdade. É muito normal ver pessoas agradecendo por vivermos num país livre. E de fato isto é de se agradecer. A primavera árabe não nos deixa dizer que a democracia não é o melhor que temos hoje como sistema de governo. Mas será que ser livre é apenas isso?

As palavras de Jesus no início deste texto nos dá a abertura para imaginar que se existe uma liberdade verdadeira, também existe uma falsa. Lembremos que Jesus está falando para pessoas livres, uma vez que os judeus estavam sob o domínio Romano, mas nem de longe viviam num cativeiro, especialmente com liberdade de culto. O conceito popular (e quase infantil) de liberdade é: “poder fazer o que quiser”. É este conceito que estou chamando de falsa liberdade.

Afinal, se liberdade é fazer o que se quer, então, guardadas as limitações físicas, podemos tudo e todos somos livres. Somos livres para pular de um prédio ou para até mesmo transgredir uma lei (e pagarmos por isso!). Então este conceito com certeza não define o que é realmente ser livre. E se disséssemos que ser livre não é fazer o que quiser, e sim conseguir não fazer o que não se quer. Entendeu?

Por exemplo, eu tenho liberdade de comer uma barra de chocolate todos os dias. Mas ser livre é, mesmo podendo, conseguir resistir a esta possibilidade porque meus desejos não são maiores que minhas vontades. Ou, tenho valores e princípios que definem minhas decisões e não fico escravo dos meus impulsos e instintos, que quase sempre me levam a autodestruição (você já sentiu vontade de brigar no trânsito?).

Em um tempo onde tudo é permitido, tudo pode, cada cabeça é uma sentença e que empurramos nossa liberdades goela a baixo de quem tem padrões diferentes de nós, é importante fazer a reflexão do Cristo, que nos convida a escolhe-lo como padrão de ser-humano, se abster sim de tantas coisas que nos são possíveis e berramos ser direito nosso, e nos submeter a um padrão de vida que pode até parecer escravidão num primeiro momento, mas que mostra a vida de alguém que consegue vencer a tentação de agir tão somente por prazer imediato e avaliar uma vida mais bela e solidaria principalmente.

Você já viu um corredor que que parece escravo do seu treino? Este é o livre! Livre de ficar no sofá comendo salgadinho enquanto a vida passa lá fora. Quero ser escravos das minhas vontades, mas ser livre dos meus desejos e assim viver a verdadeira liberdade da qual Jesus falou.

Para que serve a igreja?

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praticantes são definidos como “os fiéis que creem mas não pertencem a nenhuma denominação”, sendo cada vez maior o número de pessoas que “nascem em berço evangélico – e, como muitos católicos, não praticam sua fé”. Os dados revelam que “os evangélicos de origem que não mantém vínculos com a crença saltaram, em seis anos, de 0,7% para 2,9%. Em números absolutos, são mais de 4 milhões de pessoas nessa condição”. As pesquisas apenas confirmaram uma tendência há muito identificada, a saber, o crescente número de pessoas que buscam espiritualidade sem religião, e deseja a experiência da fé sem a necessidade de submissão às instituições religiosas. É o fenômeno da fé privatizada, em que cada um escolhe livremente o que crer, retirando ingredientes das prateleiras disponíveis no mercado religioso. Read More